Tipos De Azeite Andorinha - Andorinha leva cinco tipos de azeite na Feira APAS - Newtrade
Andorinha leva cinco tipos de azeite na Feira APAS - Newtrade

Guia completo sobre os tipos de azeite Andorinha

O azeite Andorinha é uma marca portuguesa que tem vindo a ganhar espaço tanto no mercado nacional como nas prateleiras europeias. A empresa situa-se no Alentejo, região que produz muitos dos azeites com melhor classificação em Portugal. O que acontece na prática é que a Andorinha trabalha com várias castas de oliveira e oferece linhas diferentes conforme a acidez e o perfil de sabor que procura.

tipos de azeite andorinha

A gamas principal divide-se basicamente em três categorias, e o diferencial entre elas está na época de apanha e na concentração de polifenóis. O Azeite Andorinha Tradicional é o mais comum. É feito com azeitonas recolhidas mais tarde, já um pouco mais maduras, o que resulta num azeite mais suave, com notas de fruta madura e amargor baixo. A acidez nominal é inferior a 0,8%. Este é o que a maioria das pessoas compra para cozinhar normalmente. Funciona bem para refogados, grelhados e até para fritar, embora ninguém deva abusar disso.

O Azeite Andorinha Extra virgem de Azeitona Galega é feito maioritariamente com a casta Galega Vulgar, que é das mais plantadas no Alentejo. O resultado é um azeite com mais corpo, amargor médio e um picante final perceptível. A acidez fica por volta dos 0,5%. Quando provei este tipo pela primeira vez num restaurante em Évora, notei logo a diferença comparado com o Tradicional. O picante fica na parte de trás da língua e o amargor aparece primeiro. Para quem gosta de azeite com personalidade, esta linha faz sentido. O Azeite Andorinha Colheita Tardia é o que chama a atenção dos mais exigentes. As azeitonas são apanhadas já bastante maduras, no final da época, e isso traz dois efeitos: um sabor mais redondo e intenso e um teor de polifenóis mais elevado. A acidez costuma rondar os 0,3%. É o que recomendo para terminar pratos, por cima de sopas, peixes grelhados ou saladas. Usei este azeite recentemente num prato de polvo à alentejana e a diferença em relação ao Tradicional era evidente. O aroma era mais presente e o gosto durava mais na boca.

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Existe ainda uma edição limitada chamada Azeite Andorinha Biológico, que segue certificação orgânica. As diferenças práticas em relação ao não biológico são quase nulas no que toca ao sabor. O que muda é a forma como a olivicultura é feita. Para a maioria dos consumidores, isso não se nota. Se o objetivo é apenas um bom azeite, o Biológico justifica-se mais pela consciência do que pelo paladar. Outro ponto que pouca gente considera é a questão da luz. O azeite Andorinha, como qualquer azeite extra virgem, degrada-se rapidamente se ficar exposto à luz solar direta. Já vi produtos em armazéns que estavam lado a lado com janelas e tinham um gosto completamente diferente após duas semanas. O acondicionamento em garrafas escuras ou latas ajuda, mas não resolve tudo. Se comprar em lata, use dentro de um mês depois de aberta. Se for em garrafa, guarde num local fresco e escuro.

Um problema comum que encontro é a confusão entre "extra virgem" e "virgem". O Andorinha vende ambos os graus. O extra virgem tem acidez máxima de 0,8%. O virgem simples pode chegar aos 2%. Na prática, o azeite virgem tem defeitos sensoriais mais perceptíveis, como um ligeiro gosto de mofo ou de fermentado. Não é perigoso, mas o sabor deixa muito a desejar. Sempre verifique o rótulo antes de comprar. Se quer uma alternativa mais económica e ainda assim boa, o Andoranha Azeite Maciado funciona como opção de entrada. É um blend entre azeite extra virgem e azeite de bagaço, o que barateia o produto mantendo um sabor aceitável. A desvantagem é clara: perde gran parte dos compostos fenólicos benéficos. Use apenas para cozinhar com calor, nunca para terminar pratos.

A faixa de preços varia bastante conforme o canal de venda. No comércio tradicional português, o Tradicional fica entre 4 e 6 euros por litro. O Colheita Tardia pode ultrapassar os 12 euros. Nos supermercados internacionais, os preços sobem cerca de 30%. Não vale sempre a pena pagar mais fora de Portugal, a menos que o encontra em promoção. Se estiver a pensar experimentar, o caminho mais seguro é começar com o Tradicional. Depois, se quiser saber se nota a diferença, compre o Colheita Tardia e faça uma prova cega com alguém. A maioria das pessoas consegue distinguir os dois sem dificuldade. O resto é questão de preferência pessoal.