Sapatos Anos 70 E 80 - Sapatos Populares Nos Anos 80 Sapatos Do Anos 70 Nostalgiarama
Sapatos Populares Nos Anos 80 Sapatos Do Anos 70 Nostalgiarama

O que acontece quando você tenta entrar no mundo dos calçados vintage desses anos

Achei que ia ser fácil no começo. Compro um par de tênis Moccasin ou um par de botas de couro anos 70 na OLX, passo uma semana e pronto. Errado. A maioria dos pares que chegam têm a entressola descolada, o solado lascado ou aquele cheiro de umidade que não sai nem com bicarbonato. Aprendi isso na marra depois de gastar mais de R$ 400 em sapatos que precisavam de reparo antes de poder calçar. Se você está entrando nessa área agora, o importante é saber o que procurar e o que evitar. Não adianta ter pressa.

Como identificar sapatos anos 70 e 80 de verdade

O mercado está cheio de réplicas e peças dos anos 90 disfarçadas. O primeiro lugar onde você deve olhar é a etiqueta interna. Nos anos 70, os calçados brasileiros e importados usados aqui tinham etiquetas de tecido costuradas, não impressas. A costura ao redor do colarinho também é diferente — os sapatos da época eram maggioria gofrados ou costurados com linha de nylon grossa, enquanto os modelos dos anos 80 jáam adotar cola vulcanizada em larga escala. Outro ponto crucial: o solado. Anos 70 significam borracha natural ou PVC grosso, geralmente com padrão de listras ou quadrícula. Anos 80 já trazem materiais sintéticos mais finos e leves. Se o par que você está olhando tem solado de ETP ou poliuretano transparente, provavelmente é uma reedição moderna, não original.

Eu caí nessa uma vez. Comprei um par de sneakers "vintage" por R$ 280 e na chegada percebi que o cadarço era de poliéster brilhante — algo que só existiu a partir de 1987. O vendedor jurou que era original. Não era.

Condicões que você vai encontrar e como lidar com elas

O problema número um é a entressola. Calçados dos anos 70 e início dos 80 usavam entressolas de EVA ou espuma comprimida que, com o tempo, se desfazem. Quando você aperta o pé no meio do solado e ele afunda como se fosse biscoito, essa é a entressola desintegrando. Não adianta colar. A solução éar a entressola inteira, o que custa entre R$ 80 e R$ 150 em um sapateiro especializado. O segundo problema é o couro ressecado. Couro legítimo dos anos 70 tende a fissurar nas dobras, especialmente no vamp (a parte dianteira do sapato). Eu já tive um par de Oxford marrom que simplesmente abriu uma fenda de 3 centímetros na dobradiça do dedão. A solução que funcionou foi aplicar uma camada de conditioner à base de lanolina e depois costurar uma reforço interno com tela de algodão. Demorou duas horas e custou praticamente nada em materiais.

Sapatos anos anos 70 e 80 que foram armazenados em locais úmidos podem ter mofo invisível dentro do forro. Cheiro de mofo é sinal claro, mas mesmo sem cheiro, o forro pode estar comprometido. Se o par tiver forro de feltro ou algodão espesso, vale a pena abrir uma aba e inspecionar. Muitas vezes dá para trocar o forro inteiro por uma tela nova, mas isso exige experiência com costura.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Onde conseguir e quanto pagar

No Brasil, os melhores lugares são feiras de roupas vintage em São Paulo (Feira do Bixiga em SP, mas também a 24 de Maio nos finais de semana) e shops online especializados. Fora disso, o Mercado Livre e a OLX têm peças, mas o risco de fraude é alto. Sempre peça foto da etiqueta interna e do solado antes de comprar. Preços médios em 2024: tênis Moccasin em bom estado ficam entre R$ 120 e R$ 300. Botas de couro anos 70 podem chegar a R$ 400 se estiverem originais e em estado preservado. Sapatos sociais de couro legítimo variam de R$ 80 a R$ 250. anything acima de R$ 500 só faz sentido se for um modelo raro ou de marca colecionável como Dr. Martens originais, Converse All Star de produção antiga ou Adidas Supervision comias laterais.

Evite comprar sapatos anos anos 70 e 80 que venham com a caixa original "selada". A maioria é fake. Embalagens originais daqueles anos eram de papelão fino, com impressão simples, e raramente sobrevivem intactas por décadas. Caixa nova com rótulo perfeito quase sempre indica peça reprojetada.

Manutenção básica que realmente funciona

Limpeza: use apenas água morna e sabão neutro. Nada de produtos químicos fortes ou máquinas de lavar. O couro dos anos 70 e 80 foi curtido de forma diferente do couro moderno e reage mal a solventes agressivos. Condicionamento: a cada três meses, aplique conditioner de couro. O produto mais barato que funciona bem é a cera de abelha misturada com óleo de minério, vendida em lojas de artículos de couro. Uma fina camada é suficiente. Não passe camada grossa — isso entope os poros do couro antigo.

Armazenamento: guarde em local seco, com saches de sílica gel dentro do sapato. Evite plástico transparente, pois prende umidade. Use calçadeiras de madeira ou encha os sapatos com papel pardo amassado para manter a forma. Reparo: se o solado estiver descollado, use cola de contato (aquela tipo Bostik) em vez de cola de silicone ou super bonder. A cola de contato permite realinhar o solado sem grudar tudo de uma vez e seca em cerca de 30 minutos. Eu já consertei mais de dez pares assim, e a ligação dura anos se o sapato não for usado em piso molhado frequentemente.

O que ninguém te conta sobre colecionar esses calçados

A primeira coisa é que o conforto é inferior ao dos calçados modernos. A entressola dura, o calcanhar pouco acolchoado e o cabedal rígido fazem com que muitos desses sapatos exigam um período de adaptação. Se você tem problemas de postura ou planta dos pés sensíveis, pense duas vezes antes de investir pesado. A segunda coisa é a dificuldade de encontrar o número certo. Tamanhos eram padronizados de forma diferente na época. Um número 40 dos anos 70 pode equivaler a um 38 ou 39 dos dias de hoje. Sempre meça o pé interno do sapato com uma régua antes de comprar, não confie na numeração impressa.

A terceira, e mais importante: a valorização é real mas lenta. Sapatos anos anos 70 e 80 bem conservados podem dobrar de preço em cinco anos, mas a liquidez é baixa. Vender um par usado leva tempo e depende de encontrar o comprador certo. Se o objetivo é investimento, considere que o mercado é pequeno e niche. Se o objetivo é uso ou coleção pessoal, vale muito a pena.