Pé De Moleque Na Palha - Junho. Pé de moleque na palha da bananeira. | Milho assado, Culinária ...
Junho. Pé de moleque na palha da bananeira. | Milho assado, Culinária ...

Como fazer pé de moleque na palha — sem dor de cabeça

A maioria das pessoas erra em dois pontos: temperatura do calda e o momento de puxar a massa. Se você não dominar esses dois, o resultado vai ficar duro como pedra ou derreter na mão. O pé de moleque na palha é basicamente o mesmo doce que todo mundo conhece — amendoim, rapadura ou açúcar mascavo, um toque de manteiga — mas com uma técnica diferente no final: em vez de cortar em blocos, você estica a massa ainda quente em tiras finas que endurecem como palhinhas. O nome vem justamente dessa textura de palha.

Pé de moleque na palha — o básico que ninguém conta

Receita padrão rende uns 800g de doce. Você precisa de 250g de amendoim torrado e sem casca, 200g de açúcar mascavo ou rapadura ralada, 50ml de água, 1 colher de sopa de manteiga e uma pitada de sal. Isso parece simples demais, e é. O problema é que o momento exato de tirar do fogo é aquele intervalo de 20 a 30 segundos que separa o ponto certo do ponto de não dar mais volta. Coloque o açúcar com a água em uma panela de fundo grosso. Misture tudo frio antes de ligar o fogo. Quando começar a borbulhar nas bordas, não mexa mais. Deixe o calor fazer o trabalho. O xarope vai escurecer sozinho, de transparente para âmbar. A manteiga entra só no final, quando o açúcar já chegou ao ponto de bola mole — cerca de 115°C. Use termômetro se tiver. Se não tiver, jogue uma gotinha na água gelada e veja se forma uma bolinha que amassa fácil quando você aperta.

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Aqui vai o primeiro detalhe que quase ninguém menciona: o amendoim tem que ser adicionado fora do fogo. Se jogar o amendoim na calda fervendo, o açúcar vai cristalizar em volta dos grãos e o doce fica granuloso. Tire do fogo, espere 10 segundos para baixar um pouco, jogue o amendoim, misture rápido e volte ao fogo baixo por mais 30 segundos. Só isso. A manteiga entra na última metade desse minuto. O que eu aprendi na marra foi sobre o resfriamento. Eu sempre quis puxar a palha imediatamente, achando que quanto mais quente, melhor. Errado. Se a massa estiver acima de 120°C, ela escorre e não forma tiras. Ela tem que estar entre 108°C e 112°C para esticar direitinho. Minha primeira vez deu uma pasta pegajosa que grudava em tudo. Passei duas horas limpando a bancada. Desde então, uso o termômetro religiosamente.

Para formar a palha, você precisa de uma superfície levemente untada com óleo neutro — mantega também funciona mas deixa sabor forte. Despeje a massa em uma camada fina, quase do tamanho de uma assadeira comum. Espere uns 3 minutos para firmar o suficiente para manusear, depois rasgue com as mãos enluvadas ou com two facasuntadas em pedaços irregulares. O ideal é deixar resfriar completamente antes de embalar, o que leva uns 20 minutos em ambiente seco. Em dias úmidos, o doce não endurece certo e fica mastigativo demais. Ai, e lembre-se: quanto mais fino o pedaço, mais crocante fica. Se quiser aquela textura de vidro que quebra limpo, espalhe bem fino. Se preferir mais mastigável, deixe mais grosso. Uma última coisa prática: o pé de moleque na palha dura até 15 dias em pote hermeticamente fechado. Umidade é o inimigo número um. Se viver em lugar quente e úmido, coloque uma porção de arroz cru dentro do pote para absorver a umidade. Funciona de verdade, eu testei depois que estraguei três receitas seguidas num verão paulistano.