Cronograma Capilar Wella Tabela - Cronograma Capilar Wella (Nutrição, Hidratação e Reconstrução) | Shopee ...
Cronograma Capilar Wella (Nutrição, Hidratação e Reconstrução) | Shopee ...

Como funciona o cronograma capilar com produtos Wella

O cronograma capilar é um esquema de manutenção que alterna três funções básicas ao longo das semanas: reconstrução, nutrição e hidratação. A Wella organiza sua linha profissional nesses três pilares de forma bem clara, o que facilita bastante montar a tabela. Cada função tem um grupo de produtos definido, e o segredo não é decorar nomes — é saber quando cada um realmente faz diferença no fio. A lógica por trás do sistema é simples, mas tem um detalhe que muita gente erra na prática. A reconstrução só precisa ser feita quando há dano estrutural, ou seja, quando a queratina foi comprometida por processo químico (coloração, descoloração, alinhamento). Quem usa reconstrutor toda semana sem necessidade acaba com cabelo duro, sem movimento e quebradiço. Já a hidratação é a base de tudo e pode ser feita com mais frequência. Nutrição entra no meio para repor lipídios e dar maciez.

Exemplo prático de cronograma capilar wella tabela

Aqui vai um modelo que funciona para a maioria dos cabelos com danos moderados a graves, como o que eu vejo no salão quase todo dia: Semana 1 — Hidratação (Dia 1 e Dia 15) / Reconstrução (Dia 8)

Semana 2 — Hidratação (Dia 1 e Dia 15) / Nutrição (Dia 8) Semana 3 — Hidratação (Dia 1 e Dia 15) / Reconstrução (Dia 8)

Semana 4 — Hidratação (Dia 1 e Dia 15) / Nutrição (Dia 8) Depois do mês completo, você avalia o estado do fio e decide se continua nesse ritmo ou faz uma semana só de hidratação para aliviar. Esse ciclo de 4 semanas é o mais comum na prática profissional.

Os produtos da Wella correspondentes seriam, por exemplo: Hair Therapy Mask para hidratação, Nesse Morfosing para nutrição profunda, e Intensive Repair ou Restore para reconstrução. A linha esse morfológico também é boa para cabelos muito ressecados, e a linha bonacure funciona bem pra quem fez progressiva e precisa de manutenção. Tem uma linha específica pra cabelo colorido também, que é relevante porque alguns reconstrutores podem acelerar a perda de cor.

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Como montar a sua própria tabela

Você precisa primeiro classificar o cabelo do cliente (ou o seu) em três níveis: danificado, normal ou oleoso. Cabelo muito danificado pede reconstrução mais frequente nas primeiras duas semanas. Cabelo oleoso não precisa de nutrição pesada — um hidratante rico já resolve, senão o fio fica pesado e sem volume. Deuxième étape : prepare um calendário de 30 dias com os dias fixos. Eu recomendo os dias 1, 8, 15 e 22. Assim você não precisa ficar calculando toda semana. Anote em um papel ou planilha simples: que produto vai em cada dia, qual função, e se vai usar ou não máscara, condicionador e leave-in no mesmo dia.

A regra prática é: hidratação todo mês, nutrição e reconstrução alternadas. Se o cabelo estiver extremamente comprometido, dá pra fazer duas sessões de reconstrução seguidas na primeira semana, desde que intercale com hidratação no dia seguinte. Isso funciona, mas é uma exceção, não a regra.

Pequenos problemas que aparecem na prática

Um caso que eu lembro bem: uma cliente veio com cabelos quimicamente alvejados duas vezes no mesmo mês, e eu apliquei o cronograma padrão. No oitavo dia, quando toquei no fio após a reconstrução com Intensive Repair, percebi que estava rígido demais, tipo palha. O problema era que ela tinha feito descoloração tão recente que a fibra ainda estava porosa e abertos, e o reconstrutor intenso entrou em excesso. A solução foi interromper a reconstrução e fazer três dias seguidos só de hidratação leve com Hair Therapy Mask, que é mais suave. Só depois retomei com um reconstrutor mais fraco, da linha esse morfológico, que tem concentração menor de agentes estruturantes. Outro problema recorrente é quem tem cabelos naturalmente oleosos na raiz mas secos nas pontas. Aí a hidratação completa no dia 1 pode pesar demais na raiz. A solução prática é aplicar o produto apenas nas pontas, da metade do comprimento até as extremidades, e usar shampoo mais suave nos dias intermediários. Dá pra manter o cronograma sem sacrificar o volume da raiz.

O que o cronograma não resolve

O cronograma é uma ferramenta de manutenção, não de cura. Cabelo com corte split extremo, quebras frequentes na linha de crescimento, ou danos causados por produtos incompatíveis entre si — esses casos precisam de avaliação profissional individual, não de tabela genérica. O cronograma funciona bem para manutenção pós-processo químico e para cabelos que já estão em equilíbrio mas precisam de upkeep regular. Também não adianta muito se o cliente continua usando chapinha todo dia sem proteção térmica, ou se mantém rotinas de lavagem com shampoo agressivo todo dia. O cronograma não compensa mau trato diário. Na melhor das hipóteses, ele atrasa o problema. O ideal é combinar com mudanças de hábito, senão o resultado é temporário e volta a piorar em poucas semanas.

Download da tabela

Se você quiser a versão em PDF para imprimir e colar no espelho do salão ou levar pro cliente, posso te enviar. O formato mais útil é uma tabela de 4 semanas com as colunas: dia, função, produto Wella recomendado, e observações. Você preenche à mão conforme a evolução do fio, o que ajuda muito no acompanhamento visual. O link pra baixar tá na descrição do vídeo ou no meu perfil — é um arquivo PDF simples, sem marca d'água, pronto pra impressão. A versão digital em planilha também funciona, mas na prática os clientes preferem o papel. Eles gostam de riscar o dia que já fizeram e ver o progresso marcado. Isso aumenta a adesão ao cronograma, que é o maior desafio mesmo: fazer o cliente seguir o plano por mais de três semanas.

Resumindo, o cronograma capilar com produtos Wella é confiável desde que você adapte a frequência de reconstrução ao nível real de dano do fio, e não siga a tabela de cabeça. Comece devagar, observe o comportamento do cabelo por pelo menos um mês completo, e só aí ajuste a intensidade. O resultado aparece quando você respeita o fio, não quando você força o produto.