Como usar o pó descolorante azul da Yamá na prática
O pó descolorante azul da Yamá é basicamente um alvejante em pó com pigmentos azuis adicionados. A mistura com o creme oxidante e a aplicação no cabelo seguem o mesmo protocolo de qualquer descoloração, mas tem uns detalhes que importam se você quer resultado consistente. A proporção padrão que a própria Yamá indica é 1:1 — uma parte de pó para uma parte de oxidante. Na prática, eu uso 30g de pó com 30g de oxidante de 20 volumes para retoque de raiz e 40g de pó com 40g de oxidante de 40 volumes para extensão de cor em comprimentos. Comecei usando 60g e percebi que a massa escorria pelo couro cabeludo antes de terminar o cabelo. Reduzi para 40g e estabilizou.
yamá pó descolorante azul
O diferencial do produto é o pigmento azul, que ajuda a neutralizar tons alaranjados e amarelados que surgem durante o processo de abertura de cor. Isso não substitui um banho derox ou um tonalizante pós-descoloração — ele apenas ameniza um pouco o subtom durante o próprio desenvolvimento. Se você espera que o cabelo saia loiro platinado direto da descoloração, não vai acontecer. O resultado final depende do nível de abertura que você conseguir alcançar e do tratamento posterior. Um problema que eu tive bastante com esse produto foi o tempo de desenvolvimento. A primeira vez que usei, deixei 45 minutos por causa do cabelo resistente, e o resultado foi um loiro sujo com muita porosidade. Cortei o tempo para 35 minutos, monitorei de 10 em 10 minutos com um fio teste, e o nivelamento ficou bem melhor. Cabelo grosso e resistente não perdoa improviso no tempo de processamento.
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
A mistura precisa ficar com consistência de Creme de Leite grosso. Se ficar muito ralo, escorre e deposita desamente. Se ficar muito seco, não espalha e forma pontos mais claros e pontos mais escuros. Eu peneiro o pó antes de misturar — isso quebra os aglomerados e garante uma textura homogênea desde o início. Leva uns 20 segundos e evita metade dos problemas de aplicação. O oxidante ideal varia conforme o objetivo. Para retoque de raiz com diferença de até dois níveis, 20 volumes é suficiente e menos agressivo. Para ganhar três ou mais níveis no comprimento, 40 volumes acelera o processo, mas aumenta o risco de dano. Eu não recomendo 50 volumes — o ganho de velocidade não compensa a perda de integridade capilar. O dano é cumulativo e aparecem os fios quebradiços meses depois, não na hora.
Uma coisa que muitos profissionais esquecem: a descoloração não funciona igual em toda a extensão do fio. A raiz, por ser mais próxima do couro cabeludo, processa mais rápido por causa do calor corporal. Eu sempre aplico primeiro nos comprimentos e pontas, esperando cerca de 20 minutos, e só então volto à raiz. Isso evita que a raiz abra mais do que o resto do cabelo. O produto é vendido em pacotes de 500g e o preço varia entre 25 e 45 reais dependendo do revendedor. Tem distribuição ampla no Brasil, tanto em fornecedores profissionais quanto em marketplaces. Não tem download — é um produto físico mesmo. Procurei por alguns anos um lote oficial com nota fiscal porque alguns vendedores online vendem produto sem procedência, e já vi gente reclamar de lote com tempo de validadequestionável. Sempre verifique a data de validade e a embalagem lacrada.
Se o seu cabelo já está muito danificado ou se o objetivo é uma platinado de nível 10+ em cabelos anteriormente coloridos, o pó descolorante azul não é a melhor ferramenta. Nesse caso, um pré-pigmentador antes da descoloração ou um sistema de remoção de cor química seria mais indicado. O Yamá funciona bem para manutenção, retoques e aberturas moderadas de nível, não para resgates extremos.