Tipo De Telas Para Cercas - Linha completa de Telas para Cercamentos - Casa das Cercas 2023 - YouTube
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Os principais tipos de tela para cerca e o que cada um realmente entrega

A escolha do material certo começa pela finalidade, não pelo preço. Telas para cerco não são todas iguais e errar a especificação custa caro na instalação e na reposição. O mercado oferece poucas variedades, mas cada uma tem características técnicas que ditam onde e como funciona.

Entenda o tipo de telas para cercas mais usadas

Tela galvanizada a fogo é a mais comum em propriedades rurais e lotes urbanos. O zinco é aplicado por imersão a quente, formando uma camada de cerca de 60 a 120 micrômetros. Isso garante uma vida útil de 15 a 20 anos em condições normais de exposição. A malha mais encontrada é a de 5 cm, embora existam variantes de 4 cm e 6 cm. O fio varia entre 2,5 mm e 4 mm. Quanto maior a bitola, mais resistente à deformação mecânica. Tela PVCada ou plastificada recebe um revestimento de polietileno ou PVC sobre o fio galvanizado. A camada extra protege contra corrosão acelerada em ambientes com alta salinidade, como regiões litorâneas ou próximas a estuários. É frequente ver essa tela em cercas de jardins urbanos e áreas de lazer onde a estética também importa. A desvantagem é o custo, que pode ser 40% a 60% maior que a galvanizada a fogo. O revestimento também é mais suscetível a danos por abrasão durante a instalação.

Tela eletroGalvanizada passa por galvanização eletrolítica, que produz uma camada de zinco muito mais fina, na faixa de 5 a 15 micrômetros. O preço é significativamente menor, mas a durabilidade cai para cerca de 5 a 8 anos em ambiente exposto. Muitos compradores escolhem essa opção sem saber a diferença real. Na prática, a tela eletroGalvanizada começa a apresentar sinais de ferrugem em 2 ou 3 anos em regiões com chuva ácida ou alta umidade relativa. Tela de alto tensão é uma categoria à parte. Não serve como vedação física convencional. Ela funciona como barreira eletrônica para animais de grande porte, especialmente gado. Os fios são mais grossos e dispostos em fileiras horizontais, conectados a um energizador. O custo do sistema inclui o energizador, as estacas isoladoras e os fios condutores, além da tela base. Esse tipo exige manutenção periódica do aparelho e verificação da resistência de aterramento.

Meu caso prático: há alguns anos instalei cerca com tela galvanizada a fogo em um lote próximo a um riacho com pH abaixo de 5,5. Em dezoito meses, a tela já mostrava pontos de oxidação nas conexões com os grampos de fixação. O problema não era a tela em si, mas a combinação de água ácida com o contato metal-metal dos grampos. A solução foi trocar os grampos comuns por grampos de aço inox 304 e aplicar graxa nautica nas regiões de contato antes de apertar. Isso eliminou a corrosão galvânica. O gasto adicional ficou em torno de R$ 0,80 por ponto de fixação. A espessura do fio é o dado mais ignorado nas cotações. Vendedores costumam inform apenas o diâmetro nominal. Um fio anunciado como 2,5 mm pode ter uma variação de -0,3 mm para +0,2 mm conforme a norma ABNT NBR 11564. Recomendo medir com paquímetro antes de receber o material em quantidade. Uma diferença de 0,5 mm no diâmetro altera a resistência à tração em quase 40%. Isso faz toda a diferença quando a cerca precisa resistir ao impacto de animais ou ao vento forte em terrenos abertos.

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A altura ideal varia conforme o animal ou a finalidade. Para cães de porte médio, 1,2 m a 1,5 m é suficiente. Para cavalos e gado, o mínimo costuma ser 1,5 m, com preferência por 1,8 m. Cercas de contenção de suínos exigem malha mais fechada, preferencialmente 4 cm, porque animais menores passam por malhas maiores. A tensão da tela também é crítica. Tela frouxa vibra com o vento e se deforma mais rápido. O correto é esticar com tensor de carga e fixar nos postes a cada 2 m a 3 m, dependendo do tipo de solo e da altura da cerca. Os postes podem ser de madeira, concreto ou aço. Cada material tem um ciclo de vida diferente. Poste de madeira tratada dura cerca de 10 anos em solo úmido. Poste de concreto aguenta 20 anos ou mais, mas é pesado e caro para transporte. Poste de aço galvanizado é o mais durável, mas requer tubos de base ou sapatas de fixação para evitar a corro são por capilaridade da água no solo.

Um detalhe que quase ninguém leva em conta é a taxa de encolhimento da tela após a instalação. Tela galvanizada a fogo sob tensão constante pode relaxar cerca de 2% a 3% nas primeiras semanas. Isso significa que a cerca fica mais frouxa se você não usar tensores de ajuste fino nos cantos e nas extremidades. Um tensor simples de rosca resolve isso em 10 minutos e evita que a tela afunde ou ondule meses depois. O preço médio de referência varia conforme a região e o fornecedor. Tela galvanizada a fogo de 2,5 mm com malha de 5 cm custa entre R$ 12,00 e R$ 18,00 por metro linear em rolos de 15 m. Tela PVCada do mesmo padrão sai entre R$ 18,00 e R$ 26,00 por metro linear. Poste de concreto de 2,20 m fica em torno de R$ 25,00 a R$ 40,00 cada. Grampos de fixação galvanizados custam cerca de R$ 0,30 a R$ 0,60 por unidade. Esses valores servem de base paraOrçamentos, mas podem oscilar conforme o custo do aço e do zinco no mercado.

Para quem vai instalar em terreno acidentado, considere telas com malha elíptica em vez de quadrada. A malha elíptica se adapta melhor a desníveis sem precisar de cortes frequentes. Cada corte enfraquece a integridade da tela e aumenta o tempo de instalação em cerca de 30% a 40%. O custo do metro linear é similar, mas o ganho em produtividade compensa. Não recomendo tela eletroGalvanizada para cercas permanentes em áreas rurais. A economia inicial é enganosa. A reposição em 5 anos pode dobrar o custo total do projeto. Se o orçamento estiver apertado, prefira tela galvanizada a fogo de menor bitola com postes mais próximos, em vez de reduzir a espessura do zinco.

A manutenção preventiva deve ser feita pelo menos uma vez ao ano. Verifique pontos de corrosão, grampos soltos e trechos de tela com tensão reduzida. Aperte ou substitua os fixadores antes que o problema se alastre. Um grampo frouxo pode liberar um trecho de 50 cm de cerca, permitindo a passagem de animais pequenos e comprometendo a segurança geral.