Qual O Melhor Elysee - QUAL O MELHOR PERFUME ELYSEE ( O BOTICÀRIO ) e o MELHOR PERFUME UNA ...
QUAL O MELHOR PERFUME ELYSEE ( O BOTICÀRIO ) e o MELHOR PERFUME UNA ...

A Verdade Sobre o Citroën Elysée

O Elysée é um sedã compacto que a Citroën vende principalmente para mercados emergentes. Não é um carro que chama atenção, e essa é exatamente a sua vantagem. O modelo que roda hoje é a segunda geração, lançada em 2012 com plataforma PF1 compartilhada com o Peugeot 301 e o Fiat Cronos. A primeira versão, da virada dos anos 2000, já era coisa do passado e tinha problemas de corrosão que ninguém queria lembrar. O que importa agora é o que você pega na oficina ou na revenda. O motor 1.6 litros da série TU5PE com 16 válvulas produz cerca de 120 cavalos com gasolina e 108 com etanol. O câmbio é manual de cinco marchas ou automático de quatro marchas, o antigo AL4 da era anterior aos Robotransmissões. Esse automático é o calcanhar de aquiles da maioria dos proprietários. Ele sobrevive se você fizer a troca do fluido a cada 40 mil quilômetros e não insistir em dirigir como se estivesse correndo uma prova de arrancada.

Qual o melhor elysee para comprar usado hoje?

O ano mais tranquilo para achar um exemplar com o motor funcionando bem e a suspensão sem ruídos desnecessários é a partir de 2017. A Citroën fez pequenos refinamentos na suspensão traseira e nos pontos de fixação que reduziam aquele barulho chato de plásticos internos soltos que aparecia nos modelos 2014 a 2016. Antes disso, o problema era constante e a solução geralmente envolvia abrir o painel todo para apertar fixações que nunca deveriam ter folga. Eu tive um cliente com um Elysée 2015 que parecia estar desmontando sozinho em cada buraco. Descobrimos que os buchas do braço oscilante traseiro estavam ressecadas e o suporte do amortecedor havia perdido o aperto original. A reposição das buchas por versões da Gates e o aperto dos parafusos com torque correto resolveram 90% do problema. Os outros 10% eram ruídos de painéis que só se resolvem com vedações novas e trabalho de montagem.

Se a pergunta é qual a melhor versão, a answer é a Exclusive ou a High Energy, dependendo do ano. Elas vêm com ar-condicionado digital, sensores de estacionamento e freios ABS com distribuidora eletrônica de frenagem funcionando direito. A versão de entrada, a Basile ou a basicão mesmo, entrega o essencial mas perde em alguns itens de segurança passiva que fazem diferença em colisão de baixa velocidade.

Pontos que ninguém conta sobre o Elysée

O consumo é honesto. Na cidade com motor 1.6 e câmbio automático, espere algo entre 8 e 9 quilômetros por litro com gasolina. Rodovia dá para chegar a 13 ou 14 km/l se manter a velocidade entre 90 e 100 km/h. O câmbio manual melhora esses números em quase dois quilômetros por litro na cidade, o que é significativo considerando que combustível custa o que custa. O porta-malas tem 510 litros, um dos maiores da categoria. Isso é real, medido, não estimativa de marketing. Você cabe uma mala de 28 polegadas lá dentro sem problemas. O espaço interno traseiro também é generoso para adultos de porte médio, algo que o Onix Plus e o Virtus não entregam com a mesma naturalidade.

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O ponto fraco mais caro é o sistema de suspensão traseira com eixo de torção. Os Silentblocks sofrem com pisos irregulares e buracos profundos. Quando começam a falhar, o carro passa a ter um comportamento estranho em curvas e ruídos secos nas irregularidades. A troca preventiva a cada 80 ou 90 mil quilômetros sai mais barata do que replacement de amortecedores danificados pela suspensão que já estava comprometida. Outro detalhe que os vendedores de usados omitem: o acabamento interno desgasta rápido. O material do painel é duro e com o tempo e sol aparece brilho e microfissuras. Isso não afeta o funcionamento, mas desvaloriza o carro na hora da revenda. Um produto de proteção UV aplicado periodicamente retarda isso, mas não elimina.

O que evitar na hora da compra

Não compre um Elysée com mais de 120 mil quilômetros e histórico desconhecido de manutenção do câmbio automático. Uma revisão completa do sistema hidráulico e trocador de fluido pode custar entre 1.200 e 1.800 reais, dependendo da oficina. Se o vendedor não tiver comprovantes de troca, negocie esse valor para baixo ou siga em frente. Verifique o estado das pastilhas e discos de freio. O sistema de frenagem é convencional e as peças são acessíveis, mas pastilhas gastos prematuros indicam uso intenso ou direção agressiva, o que costuma vir acompanhado de problemas na suspensão que citei antes.

O tanque de combustível fica na parte traseira inferior. Em colisões traseiras leves, a tampa de abastecimento e o conjunto da bomba podem precisar de substituição. É um conserto caro e desnecessário se o carro já foi atingido atrás. Pergunte isso diretamente ao vendedor e peça para ver o histórico de atendimento.

Alternativas para considerar

Se o orçamento for apertado e o foco for apenas transporte sem preocupações excessivas, o Peugeot 301 é essentially o mesmo carro com outra grade frontal e alguns detalhes de acabamento. O Fiat Cronos também compartilha plataforma e motores, mas tem um câmbio automático de seis marchas que é mais eficiente e confiável a longo prazo do que o AL4 quatro marchas do Elysée. Se o interesse for economia de combustível acima de tudo, umHB20S 1.0 Turbo ou um Gol 1.6 Flex bem revendido entregam consumo similar com manutenção mais barata e peças mais fáceis de encontrar em qualquer cidade do interior. O Elysée não é ruim nesses aspectos, apenas não se destaca.

A resposta final depende do que você prioriza. Espaço, porta-malas amplo e um rodagem tranquila por preço acessível apontam para o Elysée. Confiança absoluta no câmbio automático e menor custo de manutenção pontual apontam para o Cronos ou para o 301 com câmbio CVT. Não existe erro absoluto na escolha, apenas trade-offs que você precisa aceitar antes de assinar o documento.