Qual Minha Curvatura De Cabelo - Qual é a sua curvatura? | Nomes de cortes de cabelo, Dicas para cabelos ...
Qual é a sua curvatura? | Nomes de cortes de cabelo, Dicas para cabelos ...

Como descobrir o tipo de ondulação do seu cabelo de forma prática

A maioria das pessoas identifica o tipo de cabelo seguindo tabelas genéricas que classificam como 1A, 1B, 2A, 3C, 4C e assim por diante. O sistema mais usado é o da Andre Walker, criado pelos estilistas de Hollywood nos anos 90. Ele funciona bem como ponto de partida, mas tem falhas sérias quando aplicado na vida real. Meu cabelo é classificado como 2C na tabela padrão, mas na prática ele se comporta mais como uma mistura de 2B e 3A dependendo da estação do ano e do nível de hidratação. Essa imprevisibilidade é exatamente o motivo pelo qual muitas pessoas cometem erros na hora de escolher produtos e rotinas.

qual minha curvatura de cabelo: o método prático que funciona

Vou explicar o método que eu uso para identificar a curvatura, e que já ajudou centenas de pessoas nos fóruns onde participo. O teste padrão é simples: lave o cabelo sem aplicar nenhum produto, deixe secar naturalmente sem tocar nele, e observe a forma que ele assume ao secar. Se ficar reto, é tipo 1. Se fizer ondas soltas em forma de S, é tipo 2. Se formar cachos definidos em espiral, é tipo 3. Se formarem microfocos muito apertados, é tipo 4. Dentro de cada grupo existem subtipos A, B e C que indicam a espessura e o nível de definição. O problema com esse método básico é que ele não leva em conta a porosidade, o peso natural do fio, e condições ambientais. Eu já vi pessoas com cabelo tipo 3A que, por terem fios grossos e pesados, ficam com ondas soltas na maior parte do tempo. Elas acabam se classificando erroneamente como 2C e compram produtos errados, que são geralmente mais leves e menos nutritivos do que o realmente necessário. A solução que eu adotei foi fazer o teste combinado com análise da secção: pegue um fio solo e meça o diâmetro. Fio fino menor que 0,069mm, médio entre 0,069 e 0,088mm, e grosso acima de 0,088mm. Isso cambia completamente a interpretação do tipo de ondulação.

Outro detalhe importante que pouca gente considera é a chamada qual minha curvatura de cabelo pode variar ao longo da vida. Meus cachos eram muito mais definidos quando eu tinha 20 anos e diminuía a frequência de químicas. Aos 35, depois de anos de exposição solar sem proteção e uso inadequado de alisamentos, meu cabelo entrou numa zona cinzenta entre 2B e 3A que nunca mais voltou ao estado original. Isso é comum em quem faz frequentes relaxamentos ou progressivas. A curva de dano acumulativo é um fator que não aparece em nenhuma ficha de classificação padronizada.

Subtipos e suas particularidades reais

O tipo 1 é rarefeito na população brasileira, especialmente no norte e nordeste. Quando aparece, costuma ser em pessoas de ascendência europeia ou asiática. O problema aqui é que muitas pessoas confundem cabelo liso com cabelo tipo 1. Se seu cabelo fica liso apenas quando está molhado ou com produto, mas forma ondas quando seca, você não é tipo 1. Você é tipo 2. Essa confusão é extremamente comum e leva a pessoas com cabelo ondulado usarem produtos para cabelos lisos, que são pesados e acabam deixando o cabelo oleoso e sem volume. O tipo 2 se divide em ondas leves (2A), ondas médias (2B) e ondas definidas (2C). A diferença entre 2B e 2C é sutil e muitas vezes subjetiva. Na prática, 2B faz um S aberto e solto enquanto 2C já começa a fechar um pouco mais o formato. O segredo aqui é observar o cabelo seco, não molhado. Molhado quase todo cabelo ondulados parece fazer ondas mais definidas do que realmente faz quando seco. Eu tenho um cliente que durante anos se achava 2A porque via o cabelo molhado no banho, mas quando secava naturalmente ele fazia ondas bem mais fechadas, perto de 2C. A rotina de produtos que ele usava estava completamente errada por anos.

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O tipo 3 é onde a maioria das pessoas brasileiras se encaixa, e também é o grupo com mais variação individual. 3A são cachos grandes e soltos, parecidos com espirais de giz de cera. 3B são cachos médios, tipo marca-texto. 3C são cachos apertados, tipo canudo de milk shake. A dificuldade aqui é que muitos 3C na verdade são 4A, especialmente em pessoas negras. A diferença entre 3C e 4A é quase imperceptível visualmente, mas muda completamente a abordagem de hidratação e proteção. Eu recomendo testar com água: pingue uma gota no fio e veja o tempo de absorção. Cabelo 3C absorve mais rápido que 4A, que tende a ser mais resistente devido à estrutura mais fechada da cutícula. O tipo 4 é o mais complexo e o mais mal compreendido. 4A tem micropitos em forma de Z muito pequenos, 4B faz ângulos agudos com padrões em Z, e 4C é o mais apertado com padrões quase invisíveis a olho nu. O erro clássico aqui é subestimar a necessidade de hidratação. Cabelo 4C precisa de muito mais umectação e selagem do que 3C, mesmo que sejam semelhantes. A textura compactada faz com que os óleos naturais da couro cabeludo não consigam descer pelo fio, então você precisa substituir essa função externamente.

Pegadinhas que estragam sua classificação

A principal armadilha é a influência de produtos químicos anteriores. Se você já fez progressiva, relaxamento ou alisamento, sua classificação natural pode estar mascarada. O único jeito de saber é esperar o crescimento total e cortar todo o tratamento químico. Eu já perdi horas tentando classificar o cabelo de pessoas que ainda tinham raiz química, e o resultado sempre era errado. A raiz cresce diferente do comprimento tratado, e isso distorce totalmente a leitura. Outro problema comum é a umidade ambiental. No nordeste brasileiro, com 80% de umidade relativa, o cabelo tipo 2B pode ganhar volume e definir mais, parecendo 3A. No sertão seco, o mesmo cabelo fica mais solto e desfiado, parecendo 2A. Se você mora em região com alta umidade, faça o teste em dias secos, de preferência após um período sem chuva. A variação climática pode mudar sua leitura em até um subtipo inteiro.

Também existe o fenômeno chamado "curly girl trick", onde pessoas com cabelos cacheados usam cremes de pentear e géis muito pesados para simular cachos mais definidos do que realmente têm. Quando param de usar esses produtos, a classificação muda drasticamente. Se você está usando muitos produtos para definir o cabelo, o teste de secagem natural vai revelar sua textura verdadeira, mas pode ser desagradável ver seus cachos realmente formados pela primeira vez. Eu recomendo fazer o teste por pelo menos duas semanas sem nenhum produto, apenas shampoo e condicionador leve, antes de se Classificar.

Quando a classificação não é suficiente

Identificar seu tipo de ondulação é apenas o primeiro passo. O que realmente define a rotina certa é entender a combinação de três fatores: tipo de ondulação, espessura do fio e porosidade. Eu já atendi pessoas com cabelo 3B de fio grosso e porosidade baixa que precisavam de produtos completamente diferentes de uma pessoa com 3B de fio fino e porosidade alta. A mesma classificação de ondulação, necessidades opostas. Para determinar a porosidade de forma caseira, faça o teste do copo: coloque um fio limpo e seco num copo com água. Se afundar em dois ou três minutos, é alta porosidade. Se flutuar por mais de quatro minutos, é baixa porosidade. Se ficar no meio, é porosidade normal. Esse dado é crucial. Porosidade alta precisa de selantes mais pesados como mantegueira e óleos vegetais densos. Porosidade baixa precisa de produtos leves que penetrem sem formar película na superfície.

Existe ainda a questão da progressão de danos. Cabelo quimicamente tratado perde a capacidade de se recuperar completamente. A cada progressiva ou alisamento, a cutícula se abre e parte da estrutura proteica se degrada. Pessoas que já passaram por vários tratamentos químicos frequentemente têm uma zona de transição onde o cabelo novo é saudável e o comprimento danificado está num estado intermediário. Nesses casos, a classificação deve ser feita separadamente para a raiz e para as pontas, e a rotina precisa atender às duas necessidades simultaneamente. A regra de ouro é: teste, observe e ajuste. A classificação inicial é um ponto de partida, não uma sentença definitiva. Mude os produtos a cada três meses, avalie os resultados, e ajuste conforme sua textura real evolui. O cabelo não é estático, e sua rotina também não deveria ser.