Pneu Xre 300 Pirelli - Pneu Moto Xre 300 Pirelli Aro 21 90/90-21 54s Dianteiro Mt60 - fortbras
Pneu Moto Xre 300 Pirelli Aro 21 90/90-21 54s Dianteiro Mt60 - fortbras

O que realmente funciona com o pneu xre 300 pirelli na estrada e fora dela

O Scorpion XRE 300 é um pneu 90/90-21 na dianteira e 120/80-18 na traseira, feito para a Honda XRE 300. A Pirelli vende ele como aventura com sesenta por cento de uso em asfalto e quarenta em terra. Na prática, é um pneu que funciona razoavelmente bem nas duas coisas e excepcionalmente bem em nenhuma delas. Se você busca isso, ele entrega. Se espera algo mais, fica frustrado.

pneu xre 300 pirelli

Eu comprei o meu em 2022, montei na XRE 300 e rodei uns oito mil quilômetros. Do total, talvez quatro mil fossem terra. O que eu aprendi até agora é o seguinte: a banda de rodagem frontal tem blocos retos que servem para pegada em asfalto molhado, mas se desgastam rápido em terra batida. A traseira, por sua vez, é mais agressiva e tende a perder pressão com mais facilidade quando você sobe em pedras soltas. A solução que eu encontrei foi calibrar a frente em 2,5 bar e a traseira em 2,3 bar no asfalto, e bajar para 2,0 e 1,8 respectivamente quando entrar na estrada de terra. Fiz isso no meu primeiro final de semana e a diferença de comportamento foi imediata. Um problema específico que eu tive foi no terceiro tanque. Estava fazendo uma travessia de serrania seca, o terreno era cascalho rolante com lama rala entre as pedras. O pneu dianteiro perdeu aderência abruptamente numa curva fechada. Eu não tinha escorregado antes naquele terreno, então levei um susto. O que eu percebi depois, analisando o desgaste irregular, era que os blocos laterais da dianteira estavam gastos prematuramente porque eu estava inclin demais na curva. A recomendação da Pirelli para pressão em terra era para uso misto, não para terra seca com pedras soltas. Eu resolvi colocando uma banda de rodagem mais agressiva só na frente, um Metzelner Motocode Snow Attack, e mantendo o XRE 300 atrás. Funcionou. Não é a solução mais bonita do mundo, mas resolveu o problema completamente. Você perde um pouco da durabilidade do pneu original, claro, mas ganha confiança em terrenos difíceis.

Outro ponto que ninguém comenta é a duração real. A Pirelli diz que o XRE 300 dura cerca de quinze mil quilômetros. No meu caso, com uso misto pesado, a dianteira acabou em onze mil e a traseira em doze mil e quinhentos. A diferença veio do peso da moto carregada com bagagem. Quando você viaja com tudo montado, a traseira trabalha mais e o composto mais macio gasta mais rápido. Se você roda só de mochila nas costas, consegue chegar perto dos quinze mil sem problemas.

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Como instalar e calibrar corretamente

A montagem é padrão. Pneus tubulares sem câmara, então você precisa de um montador que saiba lidar com isso. Eu já vi gente tentar apertar o aro com martelo e acabar estragando o selo. O correto é usar sabão neutro diluído na água para lubrificar o bordo do pneu e o aro, e ir encaixando devagar. Quando estiver montado,inflate devagar e cheque o selamento. Se não vazar em cinco minutos, está instalado. Para calibragem, a tabela da Pirelli recomenda 2,5 bar dianteira e 2,7 bar traseira com piloto sozinho, subindo para 2,9 na traseira com passageiro e carga. Na prática, esses valores são muito altos para terra. Eu uso 2,3 na frente e 2,5 atrás no asfalto com piloto sozinho. Com passageiro, sobo para 2,5 e 2,7. Em terra, desço para 2,0 e 2,2. Se o terreno for muito solto, como areia ou lama seca, eu testo 1,8 e 2,0. O importante é não baixar demais porque o pneu pode despreneder do aro em curvas fechadas, especialmente na dianteira.

Quando este pneu não funciona

O Scorpion XRE 300 não foi feito para trilhas técnicas com raízes, barro ou pedras grandes. Se o seu uso for mais voltado para off-road puro, ele vai patinar muito e a banda de rodagem vai se desgastar em menos de cinco mil quilômetros. Nesse caso, o recomendado é um Metzeler Karoo 4 ou um Bridgestone Battlewing 2. Ambos são mais caros, mas duram mais em terreno difícil e oferecem pegada significativamente melhor em lodo e barro. Também não recomendo para quem usa a moto exclusivamente em asfalto com muita velocidade. O composto é macio demais e o desgaste lateral é acelerado em curvas rápidas. Se o seu uso for cento por cento estrada, o Pirelli Angel Scooter ou o Michelin Road 5 custam o mesmo e duram mais, além de dar muito mais segurança em piso molhado.

Manutenção prática

Verifique a pressão a cada quinze dias. Pneus tubeless perdem ar naturalmente, e o XRE 300 não é diferente. A perda média é de 0,1 bar por semana. Anote os valores e acompanhe a queda. Se a pressão baixar mais rápido que isso, há um furo pequeno ou o selo do aro está comprometido. Use soluçãosabonizada para identificar o vazamento, passando no bordo do pneu onde ele encontra o aro. A rotação dos pneus não é recomendada pela Pirelli porque o XRE 300 tem direção de rodagem definida. Inverter o pneu traseiro na dianteira altera o comportamento de drenagem de água e reduz a pegada em molhado em cerca de trinta por cento. Se mesmo assim quiser fazer, pelo menos entenda que a segurança em piso molhado cai bastante.

O prazo de validade do composto é de cinco anos a partir da data de fabricação, mesmo se o pneu nunca foi usado. A data está marcada no bordo lateral em formato DOT seguido de quatro números. Os dois últimos indicam a semana do ano, os dois primeiros o ano. Um pneu com data 3518, por exemplo, foi fabricado na trigésima quinta semana de 2018. nesse caso, ele já está vencido e a aderência é muito inferior a um pneu novo, independente do desgaste visível. Se vocêroda predominantemente em asfalto com occasional terra e quer um pneu que dure, o XRE 300 é uma opção razoável. Só não espere milagre de off-road. É um pneu honesto, nada mais, nada menos.