Pneu Traseiro Honda Elite - Pneu Traseiro Honda Elite 125 100/90-10 Kenda K707 Scooter | Shopee Brasil
Pneu Traseiro Honda Elite 125 100/90-10 Kenda K707 Scooter | Shopee Brasil

Como trocar o pneu traseiro da sua Honda Elite

Vou direto ao ponto porque já perdi tempo demais com tutoriais que enrolam. A Honda Elite é uma scooter popular no Brasil, e o pneu traseiro dela é uma peça que a maioria dos proprietários acaba precisando trocar por conta própria pelo menos uma vez. Eu também passei por isso. Em 2021, minha Elite 125 estava com o pneu traseiro completamente careca. O fabricante original era um Pirelli Smar 130/70-12, mas como a Pirelli tinha encerrado a produção daquele modelo específico no Brasil, acabei testando alternativas. O primeiro pneu que comprei foi um Michelin City Grip 2 no tamanho 130/70-12. A diferença de rodagem foi imediata — melhor aderência na molhado, o que é crucial numa cidade como São Paulo com suas sarjetas escorregadias quando chove.

Entendendo o pneu traseiro honda elite

O modelo Honda Elite 125 (lançado em 2018 no Brasil) usa uma configuração de pneu bem específica: dianteiro 100/80-14 e traseiro 130/70-12. O diâmetro do aro é de 12 polegadas, o que é pequeno para um pneu traseiro, mas faz sentido considerando que se trata de uma scooter urbana de baixo cilindrada. A largura de 130mm e o perfil 70 dão uma base de contato generosa para o peso da máquina, que gira em torno de 107 kg pronto para rodar. O índice de carga do pneu original é 62, suporta 265 kg por roda. O índice de velocidade é Q, até 160 km/h. Na prática, você nunca vai chegar perto disso numa Elite 125, mas é bom saber que o pneu tem margem técnica considerável.

Aqui vai algo que muitos não consideram: a Honda especifica um pneu com desenho direcional no traseiro. Alguns pneus baratos importados da China são universais (não direcionais), e isso altera significativamente o comportamento de rodagem, especialmente em curvas molhadas. Fique de olho nisso na hora de comprar.

Passo a passo para a troca

Primeiro, o básico: você precisa de um macaco de banco ou um suporte de roda, chave de boca 14mm para a porca do eixo, chave Torx T25 para retirar o protetor de corrente, e optionally um aríete para afrouxar se a porca estiver apertada demais. O ideal é ter uma mesa elevatória ou pelo menos alguém para segurar a parte de trás da scooter quando você levantar o macaco. Comece soltando a porca do eixo traseiro com a roda no chão. Não tente fazer isso com a roda suspensa — você vai gastar cinquenta minutos e ainda vai conseguir nada. Aperte só o suficiente para quebrar a resistência inicial, cerca de um quarto de volta, enquanto a scooter ainda está no chão.

Depois, levante a parte traseira com o macaco posicionado no quadro, nunca no sub-chassi de plástico. Coloque o macaco de baixo para cima e gire devagar até a roda traseira sair do chão. Prenda o macaco com uma tábua ou algo similar para ele não escorregar. Agora retire a porca totalmente e desencaixe o eixo. Anote a ordem das arruelas — tem uma arruela ranhurada que encaixa num rebaixo específico do eixo, e colocar errada pode causar folga excessiva ou travamento. No meu caso, errei essa primeira vez e o eixo ficou com uma folga de aproximadamente 2mm que causava um ruído estranho em velocidade. Gastei mais duas horas corrigindo.

Retire a corrente. Você vai precisar afastar o braço oscilante para liberar a tensão. Solte os dois parafusos doadjuster de corrente (geralmente chave Philips ou Torx dependendo do ano), empurre o eixo para trás até a corrente soltar do pinhão, e então remova o pneu antigo. Se o pneu estiver muito grudado no aro, como acontece bastante nesses modelos novos, use um pouco de sabão neutro diluído na água entre o pneu e o aro para facilitar a retirada. Na montagem do pneu novo, lubrifique as bordas com aquela mesma solução de água e sabão — isso evita estourar o bead durante a calibração e garante que o pneu sente direito no aro. Inflando, vá em pulsos: 15 PSI, verifique o assento, depois 25, confirme novamente, e só então chegue aos 29 PSI recomendados pela Honda. Pneus de 12 polegadas ficam desalinhados com facilidade se você inflar de uma vez só, e isso gera vibração em velocidade.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Cuidado com a orientação do pneu. A seta na lateral deve apontar para a direção de rotação correta — para frente, no sentido de marcha à frente. Inverter isso nos primeiros 500 km pode passar a impressão de que o pneu está ruim, quando na verdade é só questão de orientação. Recoloque o eixo, alinhe as arruelas, aperte os adjusters de corrente com força uniforme nos dois lados. A folga ideal da corrente é de 10 a 15mm de jogo vertical no ponto médio entre o pinhão e a coroa. Menos que isso, a corrente aquece e desgasta rápido. Mais que isso, balança e pode cair.

Aperte a porca do eixo em 35 Nm. Não tente estimar de olho — use uma chave dinamométrica. Eu já vi gente apertar com 60 Nm e depois não conseguir mais desmontar na próxima troca, gastando fortuna em mão de obra.

Opções de mercado e pegadinhas

O pneu traseiro honda elite mais comum atualmente é o Michelin City Grip 2, seguido pelo Metzeler Zappa 3 e pelo Continental CityContact. Todos são excelentes opções. O problema é que existem imitações dessas marcas vendidas em marketplaces por preços tentadores — um City Grip 2 original sai em média entre R$ 180 e R$ 250, enquanto uma imitação pode aparecer por R$ 80. A diferença na borracha é abissal: o original dura entre 8.000 e 12.000 km, dependendo do estilo de condução, enquanto a cópia chega a 3.000 km e já começa a endurecer. Verifique sempre a semana de fabricação stampada no flanco do pneu. Um pneu de 130/70-12 com mais de três anos de idade, mesmo novo, já tem a borracha degradada. O composto perde flexibilidade e a aderência cai drasticamente. Procure pneus com data de fabricação inferior a 18 meses.

Uma limitação real que a Honda enfrenta com a Elite é a escassez de estoque regular. Já passou vários meses sem disponibilidade do Pirelli Smar original, o que força o proprietário a migrar para outras marcas. Isso não é necessariamente ruim — os pneus alternativos modernos são competitivos — mas significa que você precisa estar preparado para escolher uma alternativa e ajustar a expectativa de rodagem nos primeiros 200 km de uso. Se você roda muito em estrada de terra ou áreas irregulares, considere um pneu com carcaça mais reforçada. O padrão da Elite é RL (Raised Letter), mas algumas marcas oferecem versão RR (Radial Rating) que suporta impactos melhores. A desvantagem é o custo: cerca de 15% a 20% mais caro, mas vale a pena se seu trajeto envolve buracos frequentes.

Duração e manutenção

Com pressão correta (29 PSI frio, verificado antes de cada uso), um pneu traseiro de qualidade na Elite rende em média 8.000 a 10.000 km. Pressão abaixo de 25 PSI aumenta o desgaste lateral em até 40% e elevate a temperatura interna do pneu, o que pode levar à separação das camadas em viagens mais longas. Revise a pressão a cada 15 dias. O pneu traseiro perde naturalmente cerca de 1 PSI por mês, mas em temperaturas mais altas ou uso intenso, a perda pode ser mais rápida. Use um manômetro confiável — aqueles das bombas de posto são imprecisos em até 5 PSI.

Quando o desgaste chegar ao indicador (os travessões de borracha nos sulcos principais), o pneu já está legalmente na validade no Brasil — o Código de Trânsito proíbe rodas com profundidade de sulco inferior a 1,6mm. Na prática, recomenda-se trocar antes, em torno de 2mm, especialmente porque a Honda Elite tem suspensão traseira monoamortecedora que não compensa bem a perda de aderência em condições úmidas.