Pneu De Moto Trilha - Par De Pneu Moto Cg Trilha 90 90 18 - 275 18 Ybr Diant.+Tras. Ecológico ...
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Como escolher pneu de moto trilha que não te deix na mão na primeira trilhinha

A maioria das pessoas troca o pneu dianteiro e traseiro pelo mesmo modelo, achando que vai resolver. Não resolve. A dianteira precisa de mais aderência em terra solta e frenagem, a traseira precisa de tração e durabilidade. Se você colocar um pneu bem agressivo atrás e um neutro na frente, a moto vai subverter na hora que acelerar em lama. Eu aprendi isso na pior forma, numa trilhinha perto de Caldas Novas onde a parte baixa estava encharcada de lama fina. Coloquei um MICHELIN Adventure XE na dianteira e um XO no traseiro da minha 300 EXC. A frente travava como se fosse asfalto molhado, mas a traseira patinava violentamente até 30 km/h. O resultado foi uma derrapada controlada que virou não controlada num kurso de areia. Troquei o dianteiro por um XE com mais lamelas laterais e resolveu. Mas levei dois dias pra descobrir isso.

O que define um pneu de moto trilha de verdade

Não é só o desenho do sulco. O composto de borracha determina a temperatura deWorking. Um pneu que precisa de 60 graus pra pegar direito vai escorregar numa manhã fria de campo. A carcaça define quantos quilômetros você faz em pedra sem estourar. Pneus com carcaça dupla ou reforçada aguentam mais buracos e rachaduras, mas são mais pesados e transmitem mais vibração pro guidão. A proporção dianteira/traseira importa mais do que o preço. Um MICHELIN 90/90 19 na frente e 120/80 18 embaixo é setup clássico para trilhas leves. Se o terreno for mais pesado, sobe pro 110/80 19 e 140/80 18. A diferença de preço entre esses dois combos é cerca de R$ 300, mas a diferença no comportamento é enorme. Pneus 100% street com perfil "adventure" são apenas marketing. Eles escorregam em terra seca desde os primeiros 5 km.

Pressão correta faz mais diferença que marca

O erro mais comum que vejo em forums é gente com 2,5 bar na dianteira e 2,8 na traseira rodando em terra. Isso é errado. Em terra batida, 1,8 bar na frente e 2,0 atrás já muda completamente o contato do pneu com o chão. O pneu vira, a banda de rodagem se adapta ao terreno irregular. Em areia solta, desce pro 1,5 e 1,7. O pneu flutua mais e não afunda. Eu perdi um MICHELIN Anakee Wild na traseira porque rodava com 2,2 bar fixo o tempo todo. O centro desgastou em metade do caminho das laterais. Se você ajustar a pressão antes de cada saída, esse pneu rende pelo menos 40% mais km. O problema é que a maioria dos motoqueiros não carrega manômetro de confiança. Compre um bom, desses de caneta, custam uns R$ 40 e não falham. O que vier embutido na bomba de calção é inútil pra precisão real.

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Durabilidade esperada e onde cada pneu realmente funciona

Um MICHELIN Adventure XE dura em média 8.000 km em uso misto 60% rua, 40% terra. Se for 80% terra, cai pra 4.000 km. O XO, sendo mais orientado pra off-road, dura 5.000 km nesse mesmo cenário 60/40. O PIRELLI SCORPION Rally STR é mais agressivo nas laterais e entrega melhor empinado em subidas de terra solta, mas gasta o centro duas vezes mais rápido que o XE. Custo por km rodado acaba sendo maior. O BRIDGESTONE TWISTER S é uma opção barata que funciona bem pra quem faz trilhas muito leves, tipo picadão de fazenda seco. Em lama e raízes, ele vira um disco de gelo. Não vale o preço menor se você sobe árvore ou desce barranco molhado. Já o DUNLOP D606 é interessante porque tem um composto mais macio que aguenta bem em pedra, mas o desenho dos sulcos é antigo e entope fácil em lama espessa.

Tem pneu que simplesmente não funciona em certas condições independentemente da marca. Pneus com canal central contínuo (aqueles que vão do bordo ao bordo sem interrupção) são péssimos pra lama. A lama entra, não tem para onde sair, e o pneu vira um rolamento liso. Se o seu terreno é regularmente enlameado, só pneu com canais abertos e espaço entre os blocos de trama funciona. É por isso que pneus 100% enduro como o MICHELIN Enduro XB ficam inutilizáveis em poucas trilhas de chuva.

Montagem e balanceamento após trocar o pneu

Depois de montar o pneu novo, não vá direto pra trilha. Rosqueie a tampa de válvula, infla até 2,0 bar, deixa a moto em pé e anda devagar numa superfície lisa por uns 3 km. Isso assenta o composto e uniformiza o contato. Se você for direto pro terreno irregular, o pneu pode vibrar forte nos primeiros quilômetros e até desbalancear porque o composto ainda não está moldado. Uma coisa que quase ninguém faz: marcar a posição do pneu no aro antes de desmontar o antigo. Anota com caneta onde está o ponto pesado do pneu. Na hora de montar o novo, alinha o ponto mais leve do aro com o ponto mais pesado do pneu. Isso reduz a necessidade de chumbinho e evita vibrações em velocidades de cruzeiro acima de 80 km/h. Funciona, mas exige prática. Se você não tiver prática, pelo menos balance com peso adequado antes de sair.

Quando o pneu já está careca no centro mas as laterias ainda têm profundidade suficiente, você ainda pode usar na trilha leve. O problema é que a parte central lisas escorrega em terra batida seca. Se o padrão de desenho lateral estiver íntegro, troca só o pneu dianteiro que é onde a aderência na frenagem e curvas faz diferença maior. A traseira aguenta mais desgaste no centro sem comprometer tanto a tração.