Papel De Parede Cabeceira Casal - Quarto do casal cabeceira criado mudo papel de parede pendente – Artofit
Quarto do casal cabeceira criado mudo papel de parede pendente – Artofit

Como escolher e instalar o papel de parede na cabeceira da cama

Acho que todo mundo já entrou num quarto e viu aquela parede atrás da cama com um padrão enorme dominando tudo. É o papel de parede de cabeceira, basicamente. Todo mundo faz quando quer dar foco no quarto sem pintar a casa inteira. O problema é que muita gente compra, cola e depois se arrepende porque não pensou em três coisas antes. A primeira coisa é o material. Você vai encontrar principalmente vinílico, não tecido, e a diferença é importante. Vinílico aguenta limpeza, aguenta umidade relativa do quarto sem soltar, e o acabamento é mais fácil de limpar quando sai marca de dedo ou respingo. Tecido é macio, mas absorve poeira e não aguenta muito bem se você passar a mão na parede todas as noites. Eu já vi pessoa trocar três rolos de tecido porque a textura ia descascando depois de seis meses. Vinílico custa mais, mas compensa.

papel de parede cabeceira casal: o que considerar antes de comprar

O tamanho da cabeceira define o padrão que funciona. Se a sua cabeceira é queen, medindo cerca de 158 centímetros de largura, você precisa verificar quantas faixas o padrão ocupa. Padrões grandes como folhagens ou geométricos pesados precisam de pelo menos três faixas para não parecerem cortados de forma estranha. Menos que isso e o resultado fica sem graça, com o olho tropeçando no meio da parede. A cor da cabeceira importa mais do que as pessoas dizem. Se a sua cabeceira é de madeira escura e você coloca um papel claro muito fino por trás, a cor da madeira aparece através do papel depois de alguns meses. O fundo do papel não vai ser totalmente opaco. Isso foi algo que eu aprendi na unha. Eu instalei um papel branco com estampa cinza claro atrás de uma cabeceira de carvalho escuro. Em três meses, percebi que a cor da madeira estava aparecendo e o quarto parecia sujo. Minha solução foi aplicar uma demão de fundo selador branco na parede antes do papel. Custo extra de meia hora e menos de cinquenta reais, mas salvou o serviço.

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O outro ponto que ninguém menciona é a textura da parede. Papel de cabeceira precisa de parede lisa. Se a parede tiver reboco mal acabado, rejunte saliente, ou textura de espátula mal feita, o papel vai marcar tudo. E não adianta disfarçar. A luz lateral do abajur vai revelar cada irregularidade. Antes de colar, passa a mão na parede. Se sentir aspereza, lixa e aplica massa corrida. Leva uma noite para secar, mas o resultado muda completamente. Quanto à instalação, o método que dá menos dor de cabeça é o adesivo autoadesivo de vinílico para paredes lisas. Você alinha a primeira faixa com nível de bolha, tira o excesso de ar com uma espátula de plástico, e corta as sobras com uma lâmina nova. A parte chata é o alinhamento do padrão entre as faixas. Você perde cerca de cinco a oito centímetros de repetição por junção. Se o padrão é grande, compensa. Se é pequeno, talvez nem vale o esforço todo.

Um detalhe técnico que as lojas não explicam: a parede atrás da cabeceira quase sempre tem tomadas e interruptores. Você precisa desligar a energia, tirar a placa da tomada, cortar o papel em formato de X no meio da abertura, recortar as abas e colar para dentro. Se não fizer isso, fica um retalho feio embaixo da cabeceira. Eu já perdi duas faixas fazendo essa conta na marra na primeira vez. Depois virei rotina. Se a sua parede tem textura muito pronunciada, tipo reboco rústico ou tijolo aparente, papel de parede não vai resolver. Nesses casos, o melhor é pintura ou revestimento em piso tipo laminado de madeira na parte de baixo e tinta fosca na de cima. Papel só funciona bem em superfícies preparadas.

Dica prática: compre sempre dez por cento a mais do que a medida calculada. Isso cobre erros de corte, alinhamento de padrão e eventual reparo futuro. Rolo sobrando é melhor do que rolo faltando na hora errada.