Como usar corretivo colorido sem estragar o acabamento
A paleta de corretivo colorido é basicamente uma série de correções de tom que você aplica antes do corretivo da pele. O conceito é simples: vermelho neutraliza verde, laranja elimina azulado, lavanda corrige amarelismo. A prática é bem mais chata do que a teoria. Eu começo explicando o método porque é onde a maioria erra. Você não passa o corretivo colorido no dedo e espalha por tudo. Você aplica uma quantidade minúscula, praticamente um pontinho, só no local com a descoloração. O produto precisa ser batido levemente com o dedo ou uma esponja úmida até que ele se funde à pele, não espalhado como creme hidratante. Depois de ajustar a cor, você coloca o corretivo da pele por cima, na tonalidade da sua pele, e só então define com pó translúcido. Se pular o pó, o corretivo colorido vai migrar e sujar o acabamento em menos de trinta minutos.
O que encontrar em uma paleta de corretivo colorido
As paletas mais comuns vêm com três, quatro ou seis cores. As cores que realmente importam são: verde para vermelhidão e acne inflamada, salmão ou laranja para olheiras escuras em peles claras e médias, pêssego mais vivo para peles morenas com olheiras arroxeadas, e lavanda para manchas amareladas ou pós-inflamatórias. Algumas paletas incluem amarelo, que eu raramente uso porque na prática ele apenas ilumina e não neutraliza nada com eficiência. Tem gente que compra paleta com sete ou oito tons e nunca usa metade porque não sabe o propósito de cada cor. Eu prefiro uma paleta pequena, dessas de três cores, e faço o resto com produtos individuais. O controle é maior.
Meu problema real com corretivo colorido aconteceu quando precisei corrigir olheiras profundas em uma modelo de pele negra, tom profundo. O corretivo laranja que eu tinha na paleta ficava cinzento sobre a pele dela após duas horas. O erro era óbvio: eu estava usando a tecnologia errada. A maioria dos corretivos coloridos Convexos tem base aquosa ou à base de silicone leve, e essas fórmulas escurecem com o tempo por oxidação e absorção da oleosidade natural. A solução foi trocar para um corretivo colorido em creme mais denso, de alta pigmentação, misturado com uma gota de óleo facial antes da aplicação. O resultado durou o dia inteiro. Aprendi isso da pior forma possível, às 3 da manhã, no set, com o maquiador chefe do elenco me olhando torto. Existem dois detalhes que quase ninguém menciona e que fazem diferença.
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O primeiro é a textura da pele antes de aplicar o corretivo colorido. Se a pele estiver ressecada, o produto trava nas linhas e fica visível mesmo depois do corretivo de pele. Eu sempre aplico uma camada fina de hidratante e espero cinco minutos antes de começar. Não precisa de primer, apenas pele hidratada de verdade. O segundo é a quantidade. A regra é aplicar o menor amount possível. Um pontinho do tamanho de uma cabeça de alfinete para cada área. Muita gente acha que precisa de mais produto para cobrir, mas corretivo colorido funciona por neutralização óptica, não por cobertura física. Quanto mais produto, mais espesso fica o acabamento e mais fácil de rachar com o tempo.
Se você tem rosácea ou manchas vermelhas muito ativas, o verde ajuda, mas não resolve. O corretivo colorido disfarça a vermelhidão por algumas horas, mas não trata a condição. Se a vermelhidão for constante, o ideal é consultar um dermatologista e usar o corretivo apenas como apoio para eventos específicos. Outra limitação importante: corretivo colorido não funciona bem em peles muito oleosas sem preparação adequada. O óleo dissolve a fórmula e o produto migra para as linhas de expressão. Nesse caso, a melhor opção é usar primers matificantes de longa duração antes da aplicação, ou trocar por uma base líquida de alta cobertura em vez de depender exclusivamente do corretivo colorido.
Para quem quer começar, recomendo uma paleta básica de três tons: verde, salmão e lavanda. Custa entre trinta e cinquenta reais no Brasil, e rende por meses se você usar com moderação. Não precisa comprar a paleta mais cara da primeira vez. Teste em casa, no espelho, com a luz natural. A luz artificial engana muito na hora de escolher a tonalidade certa.