Como lubrificar a corrente da bike sem errar
A maioria das pessoas aplica o lubrificante errado na quantidade errada. O resultado é uma corrente que atrai sujeira, faz barulho e gasta mais rápido do que deveria. A questão não é complicado, só exige disciplina básica.Existe diferença entre óleo seco, óleo úmido e cera. Cada um serve para uma condição específica e usar o produto errado em uma situação errada é o motivo principal de corrente que nunca fica limpa.
Escolhendo o melhor oleo para corrente bike
O óleo seco é à base de solvente. Ele penetra bem nos rolos internos e depois evapora, deixando uma camada fina de teflon ou politetrafluoroetileno. Funciona bem em tempo seco e pista limpa. O problema é que ele não dura muito quando chove ou quando a lama entra no sistema. O óleo úmido é mais grudento. Fica aplicado por mais tempo e repele água com mais eficácia. A desvantagem é que ele atrai poeira e areia com facilidade. Se você pedala em trilhas lamacentas, o óleo úmido vira uma pasta abrasiva que desgasta pino e olerona mais rápido. A cera líquida ou cera derretida é diferente. Ela não atrai sujeira porque cria uma película sólida. O custo-benefício é alto a longo prazo, mas a aplicação é mais trabalhosa. A corrente precisa estar extremamente limpa antes de aplicar cera. Se tiver qualquer resíduo antigo, a cera não adere direito. Eu aprendi isso na prática depois de aplicar cera sobre uma corrente que eu pensava estar limpa. A camada escorregou toda no primeiro kilômetro. A solução foi desmontar a corrente, lavar em querosene ou solvente específico, secar com ar comprimido e só então aplicar a cera derretida. Isso levou cerca de 40 minutos a mais do que o normal, mas a corrente ficou limpa por quase três meses sem precisar de mantenimiento.A regra prática é: óleo seco para estrada seca, óleo úmido para chuva e lama, cera para quem quer praticidade de limpeza e tem tempo para uma aplicação correta.
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Aplicando o lubrificante corretamente
O erro mais comum é jorrar o lubrificante em cima da corrente enquanto ela gira. Isso cobre a superfície externa e pouco do interior dos rolos. O que fica na superfície só atrai sujeira. O que deveria estar dentro dos rolos fica de fora. O método certo é aplicar uma gota em cada pino enquanto se faz a corrente recuar devagar com os pedais. Use uma conta-gotas ou o bico fine do próprio frasco. Uma gota por pino é suficiente. Depois de lubrificar toda a corrente, deixe agir por dez a quinze minutos e wiping excessivo com pano limpo. Se sobrar lubrificante na superfície, ele vai funcionar como ímã de partículas. O excesso precisa ser removido. Isso é o que diferencia uma corrente que dura 3 mil quilômetros de uma que precisa ser trocada em 800.O tempo total de uma lubrificação bem feita varia de 15 a 25 minutos, incluindo limpeza se necessário. Lubrificar por encima sem remover a sujeira velha leva dois minutos e estraga a correia em poucas semanas.
Sinais de que a corrente precisa de atenção
Um ruído de cliques metálicos durante pedalada leve geralmente indica corrente seca. Um ruído mais surdo e constante pode ser corrente com excesso de graxa misturada com areia. O teste do dedo também funciona: passe o dedo pela corrente e sinta a textura. Se estiver áspero e pegajoso, precisa de limpeza. Se estiver seco e rangendo, precisa de lubrificante. A frequência de manutenção depende muito das condições de uso. Pedalando em estrada seca e limpa, a cada 200 quilômetros já é razoável verificar. Em condições úmidas ou com muita poeira, a cada 100 quilômetros. Não adianta seguir tabela fixa. Olhe a corrente com frequência e aja conforme o estado dela.Correntes com desviador velho ou ajustadas de forma agressiva recebem mais esforço lateral e desgastam o lubrificante mais rápido. Neste caso, aumentar a frequência de aplicação resolve parte do problema, mas o ajuste dos câmbios precisa ser corrigido junto.