Como funciona a numeração das tintas capilares na prática
A numeração tinta de cabelo não é um sistema universal padronizado. Cada fabricante tem sua própria tabela de cores, o que significa que um número 7.1 na marca A pode ser completamente diferente do 7.1 na marca B. Isso gera confusão constante, especialmente em salões que trabalham com múltiplas linhas de produtos. O padrão mais comum divide o código em duas partes: a primeira indica o nível de clareza ou profundidade da cor, variando basicamente de 1 a 10, onde 1 é preto e 10 é o loiro mais claro. O segundo dígito, após o ponto decimal, refere-se ao tom, ou seja, à tonalidade dominante da cor. A maioria das marcas segue uma lógica parecida com base na rocha cromática:
Entendendo a numeração tinta de cabelo
Primeiro dígito (nível): 1 = Preto
2 = Castanho muito escuro 3 = Castanho escuro
4 = Castanho médio 5 = Castanho claro
6 = Loiro muito escuro 7 = Loiro médio
8 = Loiro claro 9 = Loiro muito claro
10 = Loiro supremo ou platinado Segundo dígito (tom):
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0 = Natural (sem tom dominante) 1 = Cinza ouAsh (acinzentado)
2 = Matte ou Verde (neutralizador de avermelhado) 3 = Dourado
4 = Cobre 5 = Madressilva ou Avermelhado
6 = Violeta ou Rubi 7 = Marrom ou Castanho (em algumas tabelas)
Existem variações. A L'Oreal usa uma nomenclatura diferente das outras. A Wella tem tons como o 0/11 que é um cinza intenso, enquanto a Schwarzkopf emprega códigos de três dígitos em algumas linhas profissionais. A Ga.Bor é uma marca brasileira que segue padrões próprios e pode confundir quem está acostumado com fórmulas europeias. Na prática, isso significa que você precisa sempre consultar a tabela de cores específica do fabricante. Não adianta decorar uma escala porque ela serve apenas para aquele produto. Fui punido por isso no começo da minha carreira. Misturei um 7.1 de uma marca com um 8.1 de outra achando que seriam compatíveis para um degradê, e o resultado foi uma faixa escura visível na transição porque os níveis de clareamento eram diferentes entre as duas linhas. Aprendi a marcar cada mistura com o nome do fabricante antes de aplicar.
Outro ponto que poucos iniciantes consideram é a oxidacao. A cor final nunca é exatamente a que você vê na tigela. O peróxido continua agindo mesmo depois de enxaguar, e o tom pode escurecer ou clarear levemente dependendo da porosidade do fio. Um teste de mecha é obrigatório, não opcional. Leva cerca de 20 minutos e evita reconversões que custam tempo e dinheiro do cliente. Quando o assunto é correção de cor, a numeração se complica ainda mais. Se você precisa neutralizar um ruivo indesejado, um tom 7.2 com base verde pode parecer a solução óbvia, mas em fios já descoloridos ou porosos, o verde vira diretamente um castanho opaco. O mais seguro nesse caso é usar um tonalizante com base violeta (6) ou um neutralizador específico, aplicando de forma controlada e verificando a cada 5 minutos sob luz natural.
Para quem quer dominar isso, o melhor caminho é montar uma planilha com as tabelas dos fabricantes que você mais utiliza. Anote os equivalentes aproximados entre marcas, testee em mechas separadas antes de confiar na conversão. Isso economiza bastante tempo no dia a dia e evita Surpresasnão desejadas.