Nomes De Cálcio Para Os Ossos - Nomes De Calcio Para Os Ossos - NAZAEDU
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O que você realmente precisa saber sobre suplementos de cálcio

A maioria das pessoas compra o primeiro frasco que vê na prateleira da farmácia sem prestar atenção em qual forma de cálcio está contida. Isso gera problemas digestivos, desperdício de dinheiro e, em alguns casos, até cálculo renal. Os nomes de cálcio para os ossos variam bastante e cada um tem suas particularidades que poucos rótulos explicam.

nomes de cálcio para os ossos: os principais tipos

Carbonato de cálcio é o mais comum e também o mais barato. Contém cerca de 40% de cálcio elementar por peso. O problema é que precisa de ácido estomacal para ser absorvido, então funciona melhor quando tomado junto com refeições. Quem usa inibidores da bomba de prótons ou tem hipocloridria simplesmente não vai absorver direito. Citrato de cálcio é a alternativa para quem tem estômago sensível ou usa medicamentos acidificantes. Absorção é mais consistente independente do horário das refeições. O teor de cálcio elementar fica em torno de 21%, então as cápsulas são maiores. Custa mais caro, mas evita a gastrite que o carbonato causa em muitas pessoas.

Fosfato de cálcio aparece com frequência em fórmulas voltadas para saúde óssea porque o fósforo também entra na composição do hidroxiapatita. A biodisponibilidade é boa. O inconveniente é que o excesso de fósforo na dieta moderna já é alto demais, então suplementar mais não é necessariamente inteligente. Albuminato de cálcio e outros quelatos existem mas têm custo elevado e evidência limitada de superioridade. Na prática, o citrato e o carbonato cobrem a maioria dos casos.

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Eu tinha um paciente que tomava carbonato de cálcio duas vezes ao dia há três anos sem orientação. Chegou com esteatose hepática leve e cálculos renais de cálcio oxalato. Acontece que ele não comia junto com o suplemento, então a absorção era ruim e o cálcio não digerido se ligava ao oxalato alimentar. Troquei para citrato tomado com o almoço, aumentei a ingesta hídrica para dois litros por dia e reduzi a dose de 1200mg para 600mg elementares. Em seis meses os cálculos estabilizaram e a dor gástrica sumiu. A dosagem correta importa tanto quanto o tipo. O corpo humano absorve eficientemente cerca de 500mg de cálcio elementar por vez. Tomar 1000mg de uma vez só significa que metade vai embora pelas fezes. Divida a dose se precisar de quantidades maiores. Mulheres na pós-menopausa e homens acima de 70 anos geralmente precisam de 1200mg diários secondo as diretrizes, mas parte disso deve vir da alimentação.

Vitamina D3 é essencial. Sem ela, o cálcio supplementar mal é absorvido pelo intestino. Verificar o nível de 25-hidroxivitamina D antes de iniciar suplementação faz sentido. Níveis abaixo de 20ng/mL comprometem a fixação do cálcio nos ossos independentemente de quanto você tome. K2 também merece menção. Ele direciona o cálcio para o osso e longe das artérias. A dosagem estudada gira em torno de 90 a 200mcg de MK-7 diariamente. Não é obrigatório mas é algo que muitos médicos esquecem de mencionar.

O maior erro que vejo é suplementar cálcio sem avaliar a dieta. Se a pessoa já bebe três copos de leite por dia come queijo e iogurte, ela provavelmente já atinge a necessidade. Suplementar além disso só aumenta o risco de hipercalemia e calcificação vascular. Um questionário alimentar de três dias resolve essa dúvida rapidamente. Outro ponto negligenciado é a interação com medicamentos. Levotiroxina, bisfosfonatos, antibióticos tetraciclinas e quinolonas têm absorção comprometida pelo cálcio. O intervalo recomendado é de pelo menos quatro horas entre o suplemento e esses remédios. Pacientes que não respeitam esse espaçamento muitas vezes chegam achando que o remédio não funciona quando na verdade a interação é a culpada.

Se você tem história de pedras nos rins ou níveis elevados de cálcio no sangue, fale com um médico antes de começar qualquer suplementação. Cálcio supplementar pode piorar quadro de hipercalcemia e não substitui tratamento.