O que são fitas para ouvir som
A nomenclatura técnica dessas fitas envolve uma série de siglas que confundem bastante quem não está familiarizado. No mercado brasileiro, o nome das fitas de ouvir no som varia dependendo do formato, da largura e do tipo de gravação. O mais comum é a fita cassete, conhecida como K7, que usa fita magnética de 3,81 mm de largura em duas bobinas dentro de um estojo de plástico.
nome das fitas de ouvir no som
Temos os tipos CrO2 (dióxido de crômio), metálica e ferrítica. Cada uma tem uma resposta de frequência e sensibilidade de gravação diferentes. A ferrítica é a mais barata e comum, enquanto a metálica oferece melhor dinâmica mas exige equalização específica no gravador. Usar a fita errada no canal certo gera perda de agudos e ruído de fundo que ninguém gosta de lidar. Acho que todo mundo já passou por aquele momento de ligar o som e perceber que a fita está passando retinho sem gravar nada. No meu caso, isso aconteceu num equipamento portátil que comprei usado. Descobri que o cabeçote de gravação estava desalinhado e o mecanismo de pressão não fechava direito. A solução foi ajustar o trilhamento com uma fita de limpeza e recalibrar o cabeçote usando um gerador de tom de 1 kHz. Demorou uns 40 minutos no total, mas resolveu.
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Um detalhe que muita gente ignora é a questão do bias. A gravação em fita magnética precisa de um sinal ultrassônico de compensação que varia conforme o tipo de fita. Gravadores bons têm ajuste automático ou seletor de tipo de fita. Aparelhos mais simples fixam o bias para ferrítica, o que significa que usar fitas CrO2 ou metálicas vai soar abafado. Não adianta reclamar da qualidade do equipamento se você não sabe qual fita colocar nele. O outro problema recorrente é o alongamento da fita com o tempo. Fitas velhas, especialmente as armazenadas em locais quentes ou úmidos, esticam e perdem contato com os cabeçotes. Já vi gente tentarfazer a operação de secagem no forno, aquela dica de assar a fita por alguns minutos. Funciona às vezes, mas você estáBasicamente cozinhando plástico magnetizado. O mais seguro é comprar fitas novas em estoque fresco se precisar degravações fiéis. Para uso casual, o risco vale a pena, mas não espere qualidade de estúdio.
Aqui vão os nomes mais usados no Brasil para se referir a essas fitas: cassete, K7, fita magnética, fita de áudio, fita de som. Em contextos mais técnicos, também aparece fita de gravação analógica. Se alguém pedir isso numa loja, provavelmente vão te atender melhor se você usar pelo menos dois desses termos juntos, porque o vendedor às vezes não sabe exatamente o que o cliente quer.