Modelos De Deck No Quintal - 21 Ideias Com Decks De Madeira Lindos Para Construir No Seu Quintal
21 Ideias Com Decks De Madeira Lindos Para Construir No Seu Quintal

Como montar um deck de quintal sem errar na medida certa

O deck de quintal é uma daquelas coisas que todo mundo quer ter e quase ninguém monta direito na primeira vez. O problema não é a ideia em si — é a forma como as pessoas calculam o suporte e tratam o piso. Se você já viu um deck cedendo depois de um inverno com bastante chuva, isso não é coincidência. É falta de preparo do terreno e escolha errada de material.

Modelos de deck no quintal para espaços pequenos e médios

Existem basicamente três formatos que funcionam na prática. O deck retangular simples, que é o mais comum e o mais fácil de executar. O L-shaped, que se encaixa em cantos de casas ou junto a muros laterais. E o deck em degradê ou com patamares, que serve quando o terreno tem desnível. A maioria das pessoas que contrata pede o L-shaped porque parece bonito em foto, mas na hora da montagem descobre que cada dobra exige um apoio extra que nem sempre estava no orçamento. Antes de falar de material, preciso deixar claro algo que pouco vendedor te conta. Deck de madeira natural, seja eucalipto tratada ou teca, exige manutenção anual. Você limpa, aplica óleo ou verniz, e torce para não rachar. Durabilidade média de seis a oito anos com manutenção correta. Já o deck de compósito (madeira-plástico) é mais caro no início, mas não apodrece, não precisa de pintura, e dura quinze anos ou mais sem intervenções. A desvantagem? Se o subestructura não for bem feita, o compósito pode empenar ou criar espaços entre as tábuas com o tempo. Um erro que vi acontecer com frequência foi o uso de vigas de suporte muito espaçadas. O compósito é rígido demais para vãos maiores que o recomendável. A distância entre vigas para compósito deve ser no máximo de oitenta centímetros. Para madeira natural, chega a cem centímetros, mas aí o risco de empenamento aumenta em regiões de muita chuva.

O acabamento superficial também merece atenção. Muita gente coloca pedras portuguesas ou concreto ao redor do deck achando que protege a estrutura. O problema é que isso cria um microclima de retenção de umidade perto das pernas de suporte. Em dois anos, a madeira de contato com o concreto já começa a apodrecer por capilaridade. A solução simples é usar sapatas de concreto elevadas ou pilares de aço galvanizado que não encostem diretamente no piso de alvenaria. Eu tive esse problema num projeto em São Paulo. Um cliente tinha um deck de eucalipto apoiado diretamente sobre uma laje de concreto. Quando chamei para fazer a manutenção, a primeira viga já estava macia. Troquei as sapatas por perfis metálicos com base de borracha andorrana e o deck sobreviveu mais cinco anos sem nova intervenção. Se você vai fazer você mesmo, comece medindo o espaço com precisão. Não confie na fita métrica que veio na caixa. Use uma trena de pelo menos cinco metros com trava. Meça as duas diagonais do retângulo que você pretende construir. Se as diagonais forem diferentes, seu espaçamento está torto e as tábuas vão sobrar ou faltar em algum ponto. Correção fácil: ajuste os pontos de fixação até que as duas diagonais sejam iguais.

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Para o nivelamento do terreno, o método mais confiável é usar um nível a laser ou um nível de mangueira. Nível a laser é mais rápido, mas dependendo do espaço aberto pode perder a referência com o sol forte. Nível de mangueira é lento mas infalível. Preencha uma mangueira transparente com água, fixe as pontas em dois pontos e leia o nível. A água sempre busca o mesmo nível independente do trajeto da mangueira. Gasta cerca de trinta minutos para marcar todos os pontos de apoio de um deck médio. Sobre fixação das tábuas, o erro mais comum é usar parafusos comuns ou pregos. Prego em deck é pedir para a tábua soltar depois de seis meses de variações térmicas. Use parafusos de aço inox ou carbono zincado com ponta autobrocante. Espaçamento entre parafusos: a cada trinta centímetros ao longo da viga. Se a tábua passar por mais de uma viga, fixe em todas. Tábua fixada em apenas uma viga é tábua que vai ceder no meio.

O espaço entre as tábuas do piso deve ser de aproximadamente três milímetros. Menos que isso e a madeira inchada com a chuva vai empurrar umas contra as outras e estufar. Mais que isso e há risco de calço ou entrada de detritos. Use preguiças de construção ou caixas de plástico como espaçadores durante a fixação. Custam centavos e economizam horas de retrabalho. Se o deck for elevado, acima de noventa centímetros do solo, precisa de guarda-corpo. A norma recomenda altura mínima de cem centímetros. Grades de aço, vidro temperado ou arames de aço inox são as opções mais usadas. Make sure your railing posts are anchored securely into the joists, not just into the decking boards. Eu vi um caso onde o guard rail foi fixado apenas na tábua do piso. Uma criança se apoiou e a tábua quebrou. A tampa do post deveria ter sido aparafusada na viga de suporte inferior, que é quem carrega o peso.

Drainagem é outro ponto negligenciado. Se o deck vai cobrir uma área grande de impermeabilizada existente, a água da chuva precisa ter para onde ir. Deixe uma margem de pelo menos cinco centímetros entre a borda do deck e a parede da casa. Isso permite ventilação e evita que a água escorra diretamente para o encontro da fundação. Se o solo for argiloso, considere fazer uma leve inclinação de drenagem para fora da estrutura para afastar a água da base. O custo real de um deck varia muito conforme a região e o material. Madeira de eucalipto tratada sai entre cento e cinquenta e duzentos reais por metro quadrado instalado, incluindo estrutura. Compósito custa entre trezentos e quinhentos reais por metro quadrado. Mão de obra representa cerca de trinta a quarenta por cento do total em projetos pequenos. Em projetos maiores, a porcentagem de mão de obra cai porque há economia de escala no tempo de instalação.

Se você mora em região costeira ou com alta umidade, a escolha do material muda completamente. Eucalipto comum não aguenta. Aposte em compósito ou em madeiras nobres como ipê ou cumaru. O ipê tem durabilidade natural de vinte anos sem tratamento, mas é caro e difícil de encontrar madeira de boa qualidade. O cumaru é mais resistente ainda, mas também mais pesado e trabalhoso de instalar. Por fim, um detalhe que poucas pessoas consideram: a orientação do deck. Se o sol entra forte pela tarde, use tábuas de cor clara ou compósito com tom claro. Madeiras escuras acumulam muito calor e ficam intransitáveis no verão. Se o foco é sombra e conforto, posicione o deck de forma que a casa ou uma estrutura de cobertura projete sombra durante as horas mais quentes. Isso define mais o conforto do que o preço do material.