Modelo De Trança Solta - 50 ideias de trança solta que duram mais e não embolam
50 ideias de trança solta que duram mais e não embolam

Como fazer o ponto de trança solta em crochê

O modelo de trança solta é basicamente um ponto decorativo que cria um relevo em forma de cordões entrelaçados sobre o tecido. A diferença para uma trança comum é que as alças são mais folgadas e o acabamento fica com mais movimento, o que muda bastante a forma como a peça cai. Não é difícil, mas exige algum cuidado com a tensão do fio para não abrir demais ou fechar errado. A estrutura se baseia em trabalhar grupos de pontos altos adiante ou atrás da obra, deslocando-os lateralmente. O resultado é aquele efeito tridimensional de cordão que parece uma trança fofa. Você vai precisar de agulha de crochê e um fio médio a grosso — fios finos não sustentam bem o relevo e o trabalho fica confuso.

Entendendo o modelo de trança solta na prática

Vou explicar do jeito que eu costumo fazer, sem teoria enrolada. Pega uma amostra para testar antes de aplicar na peça final. Começa com uma corrente básica — o número deve ser múltiplo de 4 mais 2, que servem de base e de virada. Na primeira fila, trabalha-se todos os pontos altos normais para criar uma base estável. A mágica acontece na segunda fila. Você conta dois pontos a partir da agulha e faz dois pontos altos nesse espaço, mas em vez de terminar normalmente, deixa a alça aberta na agulha. Conta mais dois pontos e faz o mesmo. Agora tem quatro alças abertas na agulha. Puxa o fio por todas elas de uma vez só e aperta. Esse é o ponto alto combinado que forma o primeiro segmento da trança.

Repete o processo ao longo da fila inteira. A chave é sempre combinar os pontos no mesmo lugar em que começa cada grupo — se você combinou dois pontos com dois à frente na segunda fila, na quarta fila faz a mesma coisa. Se alterar a direção de um para outro, a trança torto e fica sem graça. Uma coisa que muita gente não percebe: o modelo de trança solta funciona melhor quando você trabalha com um ponto de trás específico. Se fizer os pontos altos normais, a trança não projeta o relevo correto. O ideal é usar ponto alto pelo avesso ou fazer o deslocamento proposital — puxar os pontos por trás da barra anterior para criar a sobreposição visível.

Tive um problema bem específico com isso há algum tempo. Estava fazendo um projeto de tapete com esse ponto e o tecido estava ficando todo torto, deslocando para um lado. Descobri que a causa era eu estar mudando aleatoriamente entre pontos à frente e atrás da obra sem manter um padrão consistente. A correção foi simples: escolhi uma regra fixa — sempre combinar os dois primeiros pontos da frente e os dois seguintes de trás, repetindo esse padrão ao longo de toda a peça — e o tapete estabilizou imediatamente.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Detalhes técnicos que fazem diferença

O modelo de trança solta é geralmente trabalhado em fileiras pares. Nas fileiras ímpares após a base, você trabalha pontos altos normais por cima dos pontos combinados da fileira anterior. Isso mantém a estrutura e evita que a trança escorregue. Cada fileira par repete o padrão de combinação. A densidade do fio importa muito aqui. Fios muito macios, como algodão encerado ou mercerizado fino, tendem a deslizar e a trança perde a definição depois de alguns usos. Fios mais estruturados, como algodão cru grossinho ou lã mista, seguram melhor o ponto. Eu recomendo fio categoria 4 ou 5 no mínimo.

Outro ponto importante: a tensão. Trança solta exige um pouco mais de folga do que crochê tradicional. Se você puxar forte demais, o relevo some e vira um ponto alto comum disfarçado. Se deixar solto demais, o tecido fica irregular e as aberturas ficam desproporcionais. O ideal é uma tensão média, levemente solta em relação ao que você usaria em um ponto alto normal. Há uma pegadinha que quase ninguém menciona. Quando você está no início de uma nova fileira de combinação, o primeiro ponto da fileira anterior pode estar com uma altura diferente porque veio de um ponto combinado. Resolve contornando esse ponto com um ponto alto normal antes de começar a combinar. Isso alinha a altura e evita buracos na transição.

Quando usar e quando evitar

Esse ponto funciona bem para peças que precisam de textura visual sem peso excessivo — cobertores, capas, bolsas, fronhas. Não é indicado para roupas que precisam cair lisas, como camisetas ou vestidos estruturados. O relevo da trança solta adiciona volume e rigidez local que pode prejudicar o caimento. Também não é eficiente para trabalhos em grande escala onde a velocidade importa. O processo de combinar pontos manualmente é mais lento do que pontos simples. Uma peça que você faria em duas horas com ponto baixo ou alto normal leva cerca de três a quatro horas com esse modelo, dependendo da sua experiência.

Se o objetivo for apenas um efeito texturizado similar mas com muito menos esforço, o ponto de cacho ou o ponto relevo básico podem ser alternativas válidas. São mais rápidos e dão um resultado visual parecido, ainda que com menos definição nos cordões.

Passo a passo resumido para começar

Comece com uma corrente de 26 pontos. Trabalhe uma fileira de pontos altos. Na fileira seguinte, combine dois pontos altos juntos a cada quatro pontos, deslocando para a frente. Na fileira impar seguinte, faça pontos altos normais sobre os pontos combinados. Repita o padrão das fileiras pares até atingir o tamanho desejado. Termine com uma fileira de pontos baixos ou correntezinha para dar estabilidade à borda. O modelo de trança solta é acessível mas exige paciência com a consistência. O resultado final compensa — é um dos pontos mais expressivos do crochê sem precisar de técnicas avançadas ou materiais especiais. Treine primeiro em amostras pequenas antes de partir para a peça definitiva.