Mochilas Para La Moto - Mochila para moto GIVI XS317, la mochila total para el motero
Mochila para moto GIVI XS317, la mochila total para el motero

Como escolher e usar mochilas para a moto sem se arrebentar pela estrada

Todo mundo que começa a andar de moto acaba precisando transportar coisa alguma hora. A primeira solução que surge é uma mochila. A verdade é que a maioria das pessoas compra a primeira coisa que vê num site e só percebe o problema depois de fazer 400 quilômetros com ela. O suor nas costas não é o pior; é a bolsa que desce cinco centímetros numa freada ou vira uma vela no vento.

O que realmente importa nas mochilas para la moto

A palavra chave não é capacidade. É fixação. Uma mochila de 20 litros bem presa funciona melhor do que uma de 35 litros que se move quando você passa num buraco. A maioria das marcas fala em litros, em impermeabilidade, em compartimento para capacete. Essas coisas são secundárias se o sistema de amarração for ruim. O mercado está cheio de correias que cedem com a vibração do motor. Eu já perdi uma mochila na rodovia BR-101, perto de Santos. Viajava com uma marca conhecida, aquelas que todo mundo indica. A mochila tinha correias laterais pretas finas, do tipo elástico comum. Passei por uma seção de asfalto rompido, a moto deu um solavanco, a correia principal cedeu num ponto onde o costurado já estava gastado. Em menos de três segundos a mochila voou para trás. Ouvi o barulho nos meus espelhos e vi ela sumir no retrovisor. Parei, retrocedi 300 metros, mas já era. Só me restou continuar andando com duas malas laterais de reserva que eu jamais deveria ter deixado em casa. Isso me ensinou uma coisa prática: nunca confie apenas no cinto peitoral e nas alças dos ombros. Esses servem para caminhada, não para moto.

O que você precisa olhar primeiro é o sistema de fixação. Deve ter pelo menos quatro pontos de ancoragem: duas correias que passam sob o banco ou o suporte traseiro, e duas que amarram na carenagem ou nos parafusos do encosto. Se a mochila tiver apenas velcro e elástico, ela vai escorregar. Ponto final. O ideal são ganchos de plástico endurecido ou metal que travam em furos existentes da moto, não aquelas tiras que ficam balançando soltas.

Capacidade versus aerodinâmica

Existe um erro muito comum de quem está começando. As pessoas compram mochilas enormes porque acham que vão viajar dias com ela. O problema é que volume alto = vento alto. Em velocidades acima de 90 quilômetros por hora, uma mochila grande gera arrasto considerável e a moto perde estabilidade, especialmente em curvas fechadas e em ultrapassagens com vento cruzado. Uma mochila de 18 a 22 litros já é suficiente para a maioria dos usos. Se você precisa levar mais coisa, pense em bolsas laterais ou em top cases, não em aumentar a mochila. O peso também deve ser distribuído corretamente. Tudo pesado vai para o fundo, colado às costas. Papel de escrever, carregador, documentos não pesam nada, então ficam no compartimento frontal, aquele que abre mais rápido. O único motivo para colocar algo pesado em cima é se você for andar em trilhas muito irregulares, onde um centro de gravidade alto pode fazer a moto sentir leve demais na frente. Na estrada normal, peso baixo e centralizado é sempre melhor.

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Impermeabilidade e o mito das capas

Muitas mochilas vendidas como impermeáveis não são. Elas têm um acabamento repelente na tela, mas as costuras ficam abertas e a água entra pelos furos da agulha. Em uma chuva forte de meia hora, o conteúdo fica molhado, independentemente do tecido. A solução mais barata e eficiente é usar uma capa de chuva própria para mochila, daquelas finas de poliuretano que custam entre 20 e 40 reais. Elas se ajustam por dentro e por fora da mochila e bloqueiam qualquer infiltração. O custo-benefício supera qualquer promessa de tecido impermeável. Outro detalhe que ninguém menciona: o zíper. Mesmo que o tecido seja impermeável, o zíper é uma porta aberta para a água. Procure mochilas com zíperes laminados, aqueles que têm uma tira de plástico por cima do dente do zíper. Se a sua mochila tiver zíper comum, vire-a de cabeça para baixo quando chover. A água tende a entrar de cima para baixo, e assim você minimiza o problema até chegar num lugar seco.

Sistema de ventilação e conforto

Aqui entra o ponto que mais reclamações gera. Mochila de moto sem sistema de ventilação nas costas é tortura. O colchão de ar entre a mochila e as costas da camiseta cria uma sauna constante em temperaturas acima de 25 graus. Existem dois tipos principais de solução: os canais de ar moldados na espuma da mochila, e as telas mesh suspensas que mantêm a mochila afastada do corpo por cerca de dois centímetros. Ambas funcionam, mas a tela mesh é superiores para viagens longas, acima de uma hora seguida. A mochila que eu uso agora tem essa tela e faz diferença real. O cinto lombar também é essencial. Sem ele, todo o peso fica pendurado nos ombros, e em 30 minutos você já está com dor. O cinto lombar transfere o peso para o quadril, que é muito mais preparado para suportá-lo. Procure cintos com largura mínima de oito centímetros e com velcro reforçado, não aqueles finos de quatro centímetros que descolam com a vibração.

Fixação prática passo a passo

Montar a mochila corretamente leva uns cinco minutos e faz toda a diferença. Primeiro, abra todas as correias e coloque a mochila no encosto da moto, centralizada. Segure ela no lugar com uma mão. Passe a correia inferior por baixo do banco ou do suporte traseiro e puxe até ficar justa. Depois a correia superior, passando por cima do encosto ou pela carenagem traseira. Aperte ambas com a mesma força, senão a mochila vai inclinar para um lado. Teste puxando para os lados e para cima. Se mover mais do que um centímetro, aperte mais. O cinto peitoral deve ficar justo, mas não tão apertado que impeça a respiração. Se a moto tiver suporte de bagagem, use-o como ponto de fixação adicional. Nunca fixe correias em partes plásticas que não foram feitas para, como carenagens finas. Elas podem trincar.

Quando uma mochila não é a solução certa

Existem situações em que mochila é simplesmente a opção errada. Se você faz viagens de mais de dois dias, precisa levar roupa, documentos e itens de sobrevivência, uma mochila vai te limitar. O espaço é pequeno, a distribuição de peso é ruim e o acesso é lento. Neste caso, malas laterais rígidas ou uma maleta traseira são melhores. Também não recomendo mochila se a sua moto não tiver encosto ou suporte traseiro sólido. Mochilas presas em guidão ou em tanque são instáveis por definição e tendem a bater no piloto ou-desvirar em freadas fortes. Outro cenário em que mochila falha é o uso em motos de baixa cilindrada com motor fraco. O peso extra na traseira sobrecarrega a suspensão traseira e pode deixar a dianteira muito leve, comprometendo a tração em subidas e curvas. Se a sua moto tem pouco cavalo, considere diminuir o peso transportado nas costas e usar soluções mais leves.

Escolher uma mochila para moto não precisa ser complicado, mas também não é questão de comprar a primeira que aparece. Olhe o sistema de fixação antes de tudo. Depois o volume, a ventilação e a impermeabilidade. E tenha sempre uma capa de chuva de reserva no porta-luvas. Ela resolve problemas que nenhuma mochila cara consegue resolver sozinha.