O que você realmente precisa saber antes de escolher
A série Arkham é amplamente considerada a referência quando o assunto é melhor jogo do batman, mas isso não significa que tudo nela funciona para todo mundo. Gotham Knights e o recente The Dark Knight Remastered são opções válidas, mas ocupam espaços completamente diferentes. Vou explicar por que Arkham City continua sendo a escolha mais sólida e onde ela deixa a desejar.
Achei o melhor jogo do batman? Talvez Arkham City seja.
O terceiro jogo da Rocksteady tem a melhor progressão de habilidades, um mapa denso que recompensa exploração e um sistema de combate que, quando dominado, funciona como um tabuleiro de xadrez em tempo real. A questão é que ele também é o mais exigente em termos de ritmo. Não dá para simplesmente esmurrar. Você precisa aprender a transição entre golpes aéreos, contra-ataques e o modo detector. Um problema prático que encontrei: na primeira vez que completei o jogo, travava constantemente na fase dos Jollys com os inimigos com escudos. O sistema de combo quebra se você deixar o inimigo com escudo recuperar postura, e a tendência natural é continuar atacando no lugar. A solução foi simples, mas demorei para perceber: usar o Batarang de atordoamento antes de cada combo completo contra escudinhos, mesmo que o contador já estivesse alto. Isso mantinha o ritmo sem depender de acertos perfeitos de contra-ataque.
Dentro do combate, a mecânica mais subestimada é o Counter Kill. Ele permite eliminar grupos inteiros sem gastar recursos se você mirar nos inimigos que estão atrás dos outros. A IA deles não percebe até o último momento, então você pode fazer uma fileira inteira desaparecer com um único input. A maioria dos jogadores nunca usa isso porque o jogo não sinaliza claramente quem está atrás de quem.
E as críticas que ninguém menciona
Arkham City tem três problemas reais. O primeiro é o sistema deTraversal que, apesar de fluido, fica repetitivo após as quinze horas iniciais. O gantry system funciona perfeitamente, mas a sensação de novidade desaparece rápido. O segundo problema é o final. A mecânica do veneno do Coringa precisa ser gerenciada durante toda a campanha e, honestamente, o desafio que ela propõe é baixo se você jogar no normal. Só fica difícil no modo Ultimate, que é onde a maioria das pessoas desiste. O terceiro ponto é mais sério: o jogo não é bom em narrativa secundaria. As Riddler trophies são centenas e a recompensa por coletá-las é praticamente nula. Passei dois finais de semana inteiros caçando enigmas e, ao final, não sentia que havia ganho nada além de uma skin para o Batman. Isso é um desperdício de tempo que muitos não consideram antes de começar.
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Arkham Asylum versus City versus Origins
Arkham Asylum é o mais apertado e atmosférico dos três. O mapa é pequeno, mas funciona como um corredor de pesadelo que te obriga a prestar atenção. Combativamente, é mais limitado — não tem grapple sting ou os gadgets avançados que aparecem depois. Se você valoriza tensão e ambientação, começa por aqui. Arkham City expande tudo. Mapa maior, mais gadgets, mais liberdade. É o equilíbrio ideal, mas também o que mais repele jogadores casuais por causa da extensão.
Arkham Origins, da Warner Bros. Montreal, é o mais controverso. A história é interessante, mas o combate é simplificado demais e a IA dos inimigos é previsível. Alguns argumentam que é o melhor para iniciantes porque o cooldown dos combos é menor. Na prática, é o que menos oferece em termos de profundidade. Se for jogar Origins, jogue pelo modo free-roam noturno, que é onde o jogo mostra seu único verdadeiro potencial.
Onde baixar e versões disponíveis
O melhor jogo do batman da série Arkham está disponível na Steam, Epic Games Store e PlayStation Store. A versão completa do Coleção Arkham inclui todos os três jogos principais mais City e Origins, geralmente em promoção por menos de cinquenta reais. Vale a pena esperar por uma oferta nessa coleção, pois comprar os jogos separados sai mais caro. Para PC, a versão de 2020 tem mejoras de textura e framerate, mas não muda a jogabilidade. Se você tem uma máquina modesta, a versão original (lançada em 2011 para City) roda muito bem em hardware antigo. As improvements visuais não compensam o custo de hardware adicional.
Dica prática que poucos sabem
Ativar o modo Detective Vision antes de cada sala, não depois de entrar. Isso economiza minutos de exploração porque você já sabe onde estão os inimigos, os switchs ocultos e os cofres antes de se expor. Parece óbvio, mas a maioria dos jogadores entra na sala primeiro e depois ativa o modo para se orientationar, o que já é tarde demais para evitar emboscadas. O jogo não salva automaticamente durante sessões de combate livre. Se você está no modo free-roam de Gotham Knights e quer testar builds de personagens, salve manualmente antes de cada combate. Há um bug conhecido que corrompe o save file se você sair do jogo durante uma transição de scene, e perder progresso de horas é frustrante.
Se o seu objetivo é apenas história e não completar tudo, Arkham City leva aproximadamente vinte e cinco a trinta horas no modo normal. Para 100%, adicione cerca de quarenta horas extras, sendo a maioria concentrada nos enigmas do Charada. Planeje-se para isso.