O guia prático de marcas de tênis de basquete que vale a pena considerar em 2024
As marcas de tenis de basquete que realmente importam
O mercado de tênis de basquete hoje tem quatro ou cinco marcas dominantes, uma dúzia de relevantes e várias outras que aparecem às vezes nos corredores das lojas mas não chegam a fazer diferença real. A regra mais importante, e que poucas pessoas levam a sério na hora da compra, é que os contratos com jogadores ditam a visibilidade dos produtos, não necessariamente a qualidade. Um tênis de uma linha secundária pode ser infinitamente melhor que o calçado principal de uma estrela.
Nike domina por uma margem razoável. A linha Jordan, que começou como sub-marca e virou marca dentro de marca, ainda é o nome mais reconhecível no Brasil inteiro. As linhas atuais que têm impacto real são o LeBron para jogadores pesados que precisam de amortecimento generoso, o Giannis para quem joga com muita tração lateral e impulso explosivo, o Kyrie para movimentos laterais intensos e mudanças de direção constantes, e o Kobe para jogadores mais leves que priorizam sensibilidade no chão. A Nike tem um problema crônico de durabilidade nas solas de borracha em quadras externas. Eu vi um par de Air Max que durou três meses em piso de concreto, enquanto os mesmos modelos na mesma quadra de madeira duraram dois anos inteiros. A composição da borracha muda de acordo com o público-alvo de cada modelo.
Adidas entrou forte com investimento real em tecnologia nos últimos cinco anos. A linha Harden, que agora migrou para a Under Armour, era um dos melhores amortecimentos que existiam no mercado com a espuma Boost. Os Luka 3 que estou usando agora têm uma durabilidade surpreendente para o preço. A Adidas também tem as linhas Dame para Damian Lillard e Trae Young. Os tênis mais acessíveis da marca, como os Superstar adaptados e os Pro B, funcionam bem para quem joga esporadicamente e não quer gastar mais que trezentos reais.
Under Armour construiu tudo em torno da linha Curry, que mudou completamente o conceito de tênis de basquete ao priorizar leveza e resposta sobre estabilidade máxima. Os Curry 11 e 12 são bons para jogadores que gostam de jogadas rápidas e muitos saltos, mas não oferecem muito suporte lateral para quem tem tornozelos instáveis ou joga de forma mais física. A marca agora também fabrica os Harden, herdeiros diretos da tecnologia Boost que a Adidas abandonou parcialmente.
Puma fez uma jogada inteligente ao recruitar LaMelo Ball e Trae Young, dois jogadores com estilos de jogo muito visuais e atléticos. Os MB.02 e MB.03 são tênis bons com bom amortecimento e design diferenciado. Os Trae Young, embora tenham um amortecimento razoável, tendem a ser menos duráveis que os concorrentes diretos da Nike e Adidas na mesma faixa de preço.
New Balance surgiu recentemente como concorrente séria ao recrutar Jamal Murray e outros jogadores da NBA. Os tênis da marca oferecem bom amortecimento e estabilidade a um preço competitivo que frequentemente fica abaixo dos equivalentes da Nike. A durabilidade ainda está sendo testada em larga escala, mas os primeiros relatos são positivos.
Li-Ning e Anta dominam o mercado chinês e têm jogadores importantes na NBA vestindo seus produtos. A durabilidade deles, especialmente para jogar em quadras externas, é surpreendente. Os tênis da Li-Ning que o De'Aaron Fox usa têm uma sola de borracha que resiste muito mais que as solas equivalentes da Nike no mesmo tipo de piso. O preço também costuma ser mais baixo, mas a disponibilidade no Brasil ainda é limitada.
Converse e Vans têm seu nicho com opções mais baratas, mas não são competitivos para jogos sérios. Os Chuck Taylor All Star, que todo mundo conhece, nunca foram projetados para basquete moderno. A versão Basketball All Star da Converse é um esforço honesto, mas ainda fica abaixo dos tênis especializados das marcas maiores.
O erro mais comum que eu vejo em lojas e fóruns é escolher o tênis pelo endorsement do jogador. Eu vi um cara comprar LeBron 21 porque o LeBron usa, quando na verdade esse tênis é voltado para jogadores pesados que jogam predominantemente dentro do pintur. Alguém leve e rápido que comprou esse modelo reclamou que sentia como se estivesse afundando a cada pisada. Ele trocou por um Kyrie na semana seguinte e a diferença foi absurda. O endorsement indica o público-alvo do tênis, não a qualidade absoluta do produto.
O tamanho também é um problema real. A Nike costuma ser generosa com o tamanho, então você precisa testar antes de comprar. A Adidas tende a ser mais justa. Eu já comprei três pares online sem testar e dois deles ficaram apertados demais. O tempo que eu ganho comprando na loja física pagou o frete das devoluções várias vezes.
Quadra interna versus quadra externa define completamente qual tênis funciona. Um tênis com sola de borracha macia que funciona perfeitamente em madeira vai se desgastar em três meses em concreto. Se você joga no quartinho ou em arena ao ar livre, evite os modelos premium com tecnologia Zoom Air muito responsiva. Procure solas mais duras e grossas, mesmo que o amortecimento seja ligeiramente inferior. A diferença de durabilidade pode ser de três para um.
Agora olhando para as opções que fazem sentido em 2024, a Nike permanece a escolha mais segura se você quer amortecimento Zoom Air responsivo e ampla disponibilidade em qualquer loja do país. A Adidas se destaca especialmente para quem busca máximo amortecimento com a tecnologia Boost, enquanto a Under Armour oferece opções mais leves e ágeis para jogadores rápidos. Puma tem ganhado espaço com designs diferenciados e preços competitivos. A New Balance está se posicionando como alternativa confiável com custo-benefício atraente. Marcas chinesas como Li-Ning e Anta são as melhores escolhas para quem joga em quadras externas devido à durabilidade superior, desde que você encontre onde comprar.
O preço também merece atenção. Tênis de basquete de entrada ficam entre cento e cinquenta e duzentos reais. Modelos intermediários, que cobrem a maioria dos jogadores amadores, ficam entre duzentos e quinhentos. As linhas premium ultrapassam quinhentos e podem chegar a oitocentos. Não existe motivo para pagar o preço máximo se você não joga em nível competitivo. Um tênis de duzentos e cinquenta reais da linha secundária frequentemente supera um de seiscentos reais da linha principal em durabilidade e conforto para o jogador médio.