Marcas de cordas de violão que realmente valem o dinheiro
A gente passa muita raiva trocando corda todo mês e ainda se arrependendo da escolha. O problema é que existem dezenas de marcas disponíveis no Brasil e a maioria dos vendedores empurra a mesma coisa há anos. Conheci isso na prática quando tatei um violão folk em uma loja em Porto Alegre e o vendedor insistiu que as cordas originais do instrumento eram "as melhores do mercado". Eram Fender 250L padrão, com revestimento barato que já começava a descascar depois de três semanas. Troquei por D'Addario EJ16 no mesmo dia e a diferença era gritante, especialmente nos agudos.
Marcas de cordas de violão que eu recomendo
D'Addario é a marca mais equilibrada pra quem quer algo que funcione sem dor de cabeça. As linhas EJ são as clássicas, com bronze 80/20, e as XLPhosphor são pra quem toca viola ou quer mais sustentação. Eu uso EJ16 há anos em violões de entrada e intermediários e elas duram normalmente entre quatro e seis semanas com uso diário. O preço é acessível, algo em torno de trinta e cinco reais no varejo brasileiro, e você encontra em qualquer casa de música séria. Elixir é outra opção sólida, mas exige alguns cuidados. As cordas com revestimento Nanoweb duram três a quatro vezes mais que as convencionais, mas elas são lisas demais pra quem gosta de fazer slides e bends agressivos. Eu já perdi dois minutos numa apresentação porque a mão escorregou na corda sol de Elixir 80/20 com Nanoweb enquanto fazia um push bend em barra. Aí mudei para o padrão Plain Steel da mesma linha e o problema sumiu. O investimento extra compensa se você não precisa de atrito na corda.
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GHS e Ernie Ball merecem mençãoHonesta. GHS produz as Famous 45 Folk strings, que são bronze fosforoso de boa qualidade e custo-benefício, especialmente se você acha difícil importar. Ernie Ball tem as Earthwood, que são bronze 80/20 com tensões bem uniformes entre as cordas finas. O detalhe é que a corda mais aguda (a de mi) tende a ficar fina rápido com o desgaste natural, então se você pratica escalas com bastante pressão nos trastes mais altos, pode precisar trocar antes do esperado. Tem também as Martin, Ibanez e Pye. Martin é cara pra quê, mas o som é distinto, com um brilho natural que algumas pessoas preferem. Ibanez tem linhas boas de preço médio, mas a consistência de fabricação varia muito de lote pra lote. Já a Pye, marca brasileira, é uma opção honesta pra quem tá com o orçamento apertado. Não é a melhor, mas funciona e o preço fica em torno de vinte reais.
Uma coisa que pouca gente leva em conta é a espessura do revestimento. Nas Elixir, tem Nanoweb e Polytwist. Nanoweb é fino, deixa o som mais aberto, mas desgasta mais rápido. Polytwist é grosso, dura mais, mas o som fica mais abafado. Pra violão acústico com amplificação, eu recomendo Nanoweb. Se for pra uso caseiro sem microfone, Polytwist é mais econômico a longo prazo. Outro ponto importante: a umidade do Brasil destrói cordas sem revestimento mais rápido do que em países secos. Se você mora em São Paulo, Rio ou Belém e não usa Elixir, pelo menos troque com mais frequência. Eu já vi gente trocar cordas D'Addario a cada dois meses e reclamar que não duram, quando na verdade o problema era a umidade alta e o suor ácido das mãos. A solução prática é limpar as cordas com um pano seco depois de cada sessão de prática e guardar o instrumento num estojo com sache de sílica gel.
Se o seu violão é clássico, a situação é diferente. D'Addario também faz cordas nylon com a linha PROARTE, e elas são bastante confiáveis. A tensão alta (extra forte) pede um violão bem construído, senão a tampa pode empinar com o tempo. Já as tensiones normais funcionam em praticamente qualquer instrumento. Resumo sem firula: D'Addario EJ16 pra uso geral, Elixir Nanoweb pra quem quer praticar menos troca, GHS Famous 45 pra custo-benefício, e Pye pra quem não tem opção de importar. Qualquer uma dessas marcas vai funcionar muito melhor do que cordas genéricas que vêm como acessório em violões baratos de supermercado.