Escolher o tamanho certo de uma lâmpada tubular LED não é tão simples quanto parece
A primeira coisa que todo mundo erra é olhar só o comprimento e comprar. Claro, isso funciona na maioria das vezes, mas já vi gente enfiar T8 em soquete T12 e ficar perguntando por que a luz piscava ou queimava depois de duas semanas. O problema é que lampada tubular led tamanhos envolve mais do que um número gravado no vidro. Vou direto ao ponto: o padrão mais comum no Brasil é o T8, que é o tubo de 26mm de diâmetro. Os comprimentos que você vai encontrar na prateleira são basicamente os mesmos de antigamente: 60cm, 90cm, 120cm, 150cm e 180cm. Isso corresponde roughly a 2 pés, 3 pés, 4 pés, 5 pés e 6 pés respectivamente. A nomenclatura T vem do formato circular do tubo, onde o número indica o oitavo de polegada. T8 = 8/8 de polegada = 1 polegada = 25,4mm, arredondado para 26mm na prática.
Entendendo lampada tubular led tamanhos na prática
O que as pessoas não entendem de cara é que o tamanho determina a potência, mas não linearmente. Um LED de 120cm bem feito consome cerca de 18 a 22 watts e entrega entre 1800 e 2400 lúmens. Um de 60cm geralmente fica entre 9 e 12 watts com 900 a 1200 lúmens. A questão é que existem tubos chineses sem marca que prometem o dobro e entregam metade. Eu aprendi isso na minha pele comprendo lote de 50 tubos de 150cm de um fornecedor genérico. Todos diziam 28W, 2800 lúmens. Quando medi com um luxímetro básico, a média real foi 14 watts e 1100 lúmens. Perda de dinheiro, perda de tempo, precisei refazer a instalação elétrica da obra. O que faço hoje antes de comprar qualquer quantidade é pedir uma amostra e medir com multímetro na entrada. Se o tubo diz 28W e puxa 0,13A em 220V, isso dá cerca de 28W, então está condizente. Se puxa 0,06A, já sabe que a potência real é quase metade. Simples.
Outro ponto que ninguém menciona: o soquete. Tubos T8 usam soquete bipin, mas existem variações. O soquete europeu padrão é o G13, onde G significa bipin e 13 é a distância entre os pinos em milímetros. Já os tubos antigos fluorescentes que eram T12 também usavam G13, então fisicamente entra. O problema é que a corrente é diferente. Se você colocar um LED T8 direto na reatância magnética de um fluorescente T12 antigo, o tubo vai acender, sim, mas a vida útil cai drasticamente porque a partida por aquecimento dos filamentos não funciona como deveria no LED. A solução é remover a reatância e ligar direto na rede, passando a energia nos dois pinos de cada lado. Isso é o chamado bypass ou rewiring. Leva uns 15 minutos por luminária se você tiver paciência. Também existe o soquete T5, que é o G5, com 5mm de distância entre pinos. Esses tubos são mais finos, 16mm de diâmetro, e costumam vir em comprimentos menores: 30cm, 60cm, 90cm, 120cm. São usados mais em móveis e bancadas de cozinha, não em forros comerciais. Se você confundir e tentar enfiar um T5 num soquete T8, não entra. Os pinos são mais próximos e o tubo é mais fino. O inverso também não funciona, o T8 não segura no G5.
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Tem ainda os tubos bi-pin comDriver integrado que já vêm com plugue R17D nas pontas. Esses são aqueles que você tira a luminária antiga, pega o tubo novo e encaixa direto na tomada. São práticos mas limitados. Você só consegue o comprimento que a tomada permite. Se sua luminária tem 140cm de vão e o tubo vem com 150cm, não cabe. Nesse caso o ideal é ir de T8 com soquete G13 e fazer a instalação convencional. Sobre potência e lux, aqui vai um dado que ajuda a calcular sem depender da propaganda: para um escritório padrão com Forro branco e paredes claras, você precisa de aproximadamente 300 a 500 lux na superfície de trabalho. Um tubo T8 de 120cm com 2000 lúmens bem distribuído cobre cerca de 2 a 3 metros quadrados nesse nível. Se o forro for escuro ou as paredes forem escuras, o coeficiente de reflexão cai e você precisa de mais tubos ou tubos de maior potência. Não adianta colocar um LED de alta eficiência num ambiente preto, a luz vai sumir na parede.
Um erro comum é trocar o fluorescente de 36W por um LED de 18W achando que é equivalente. Não é. A luz do fluorescente é difusa porque a parede do tubo é fosca e emite em todas as direções. O LED tubular usa diodos em uma fita dentro do tubo, então o foco é mais direcional. Mesmo com a mesma potência, a sensação de iluminação pode parecer menor. Por isso tubos de 120cm que dizem equivaler a fluorescente de 36W costumam ter 18 a 20W reais, e em ambientes altos com forro de gesso isso pode não ser suficiente. O jeito é testar um tubo antes de trocar o lote todo. Outra coisa que pega muita gente: a temperatura de cor. Tubos LED vêm em 2700K, 4000K e 6500K. A maioria das pessoas compra 6500K achando que é luz do dia e vai deixar tudo bonito. Em ambientes pequenos com teto baixo, 6500K deixa tudo clínico e cansativo. Para salas e quartos, 3000K a 4000K é mais confortável. Para galpão industrial, 5000K a 6500K faz sentido porque a Prioridade é ver detalhe, não conforto. Trocar depois é dor de cabeça porque o soquete pode estar enferrujado ou os tubos podem ter sido colados com silicone.
Sobre a durabilidade, os fabricantes falam de 30 mil a 50 mil horas, mas isso depende do driver. Um LED bom com driver com capacitor de 105 graus aguenta. Um barato com capacitor de 85 graus começa a perder intensidade depois de 15 mil horas. O sintoma é o tubo ficar mais fraco aos poucos, não queimar de uma vez. Se você instalar em um local quente, dentro de um plafão fechado sem ventilação, a temperatura interna sobe e reduz ainda mais a vida útil. Deixa espaço de ar ou usa luminária ventilada. Se você estiver fazendo uma reforma e quiser economizar de verdade, calcule a área, defina o lux desejado, divida pelo fluxo luminoso de cada tubo e chegue em quantas unidades precisa. Não compre por impulso achando que dois tubos de 60cm iluminam igual a um de 120cm. A diferença não é proporcional porque há perda de eficiência quando se usa muitos pontos de luz pequenos em um vão grande. Um único tubo de 150cm entrega melhor distribuição do que três de 60cm separados, considerando o mesmo total de lúmens.
E se for trocar de fluorescente com reatância, anota isso: remova o starter, retire a reatância, ligue a fase e o neutro direto nos dois soquetes de cada lado. Use cabo 1,5mm² no mínimo, não fio flexível fininho que acompanha o tubo. Fio fino esquenta e solta contato. Eu vi um caso onde o fio original do tubo LED derreteu o isolante depois de três meses porque a corrente real era maior que a capacidade daquele fio miúdo. Trocou por cabo fixo e resolveu. Resumo prático: meça o vão da luminária, verifique o tipo de soquete, escolha o comprimento que cabe, verifique a potência real com multímetro numa amostra, confirme a temperatura de cor adequada ao ambiente e faça o bypass se for o caso. O resto é detalhe.