O que é o jiló e como usar na cozinha
O jiló é um fruto da mesma família do berinjela e do tomate, nativo das regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, ele aparece com mais frequência no Norte e no Nordeste, onde os mercados ainda vendem aquele pequeno, arredondado, de casca amarela ou verde-amarelada. Tem sabor mais amargo que o berinjela, mas perde esse traço quando preparado do jeito certo. A parte interna é parecida com a da berinjela, com sementes macias que derretem durante o cozimento.
jiló para que serve
Na prática, o jiló serve para entrar em refogados, sopas, moleques, pastéis e até cozidos no forno. Ele absorve tempero com facilidade, o que significa que um alho bem dourado e uma cebola picadinha já fazem o trabalho pesado. O ponto ideal é quando a casca começa a enrugar levemente e a polpa cede sob pressão dos dedos — aí você saboreia sem amargor excessivo. Eu tive um problema específico há alguns anos quando comprei jilós muito verdes e amargos. O resultado foi um refogado quase intragável. A solução foi simples: cortar ao meio, remover as sementes, salgar e deixar descansar por 20 minutos antes de cozinhar. O sal extrai o líquido amargo. Depois de escorrer, lavar rapidamente e refogar com alho e pimenta. O amargor sumiu e o jiló ficou cremoso, perfeito para acompanhar arroz e feijão.
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Uma coisa que iniciantes ignoram é que o jiló não precisa de muito óleo para ficar bom. Ao contrário do que se pensa, ele solta água durante o cozimento e fica quase grelhado naturalmente. Se você usar muita gordura, o resultado é pesado e encharcado. Uma colher de sopa de azeite ou óleo vegetal para quilo de jiló é suficiente. O jiló também entra em molhos para massas, principalmente no Norte do Brasil, onde o moqueca de jiló com camarão é prato comum de festança. O tempero típico leva coentro, folha de louro e um toque de leite de coco. O resultado é um molho encorpado que vira acompanhamento de arroz branco.
Se você mora em região onde o jiló não é encontrado fresco, existem alternativas. Berinjela japonesa é a substituta mais próxima em textura, mas o sabor é mais suave. Abobrinha italiana funciona em refogados rápidos, mas solta mais água. O jiló em si não tem substituto exato para receitas tradicionais do Norte, então vale a pena procurar em feiras livres ou mercados públicos de cidades como Manaus, Belém e Boa Vista. Outro detalhe importante: o jiló pode ser assado inteiro no forno a 200°C por 25 minutos, depois aberto ao meio e raspado com garfo. A polpa fica pastosa e entra em saladas ou patês. Esse método elimina o amargor naturalmente, sem necessidade de salgar e esperar.
Se você quiser experimentar, procure por receitas de jiló recheado com queijo coalho e carne seca. É prato típico do sertão nordestino e leva cerca de 40 minutos no forno. O tempo de preparo é curto, mas o resultado é diferente de qualquer outra coisa que você já comeu.