Como lidar com o Dia das Mães quando ela não está mais
O Dia das Mães costuma ser um dia complicado quando a mãe faleceu. Não tem manual certo ou errado, mas existem algumas coisas que ajudam a passar pelo dia sem se sentir completamente perdido. A maioria das pessoas espera que vá doer menos com o tempo, mas na prática a dor às vezes apenas muda de formato. Eu lido com isso desde 2018, quando minha mãe morreu num domingo de maio. Naquele ano, eu simplesmente ignorei o dia. Travei o telefone, não respondi nenhuma mensagem de WhatsApp, fui trabalhar como se fosse uma terça-feira normal. Funcionou por algumas horas, mas à noite veio aquela pressão no peito que ninguém avisa que existe. Eu não sabia na época que esse efeito colateral era comum. As pessoas acham que ignorar resolve, mas o corpo não funciona assim.
feliz dia das mães falecidas
Essa expressão aparece cada vez mais nas redes sociais durante o mês de maio. Pessoas compartilham fotos, frases, lembranças. Para quem perdeu a mãe, ver isso todo dia pode ser cansativo. Eu entendo. Também senti esse cansaço. Mas entender que existe essa corrente de pessoas passando pelo mesmo não necessariamente torna o dia mais fácil, só mostra que você não está sozinho nisso. O problema prático é que o dia das mães ativo nas redes sociais começa já na segunda semana de abril. Anúncios, promoções, influenciadores postando. Você não consegue desligar isso facilmente porque está em todo lugar. Eu descobri que a única solução eficaz foi configurar filtros no Instagram e no Facebook para silenciar palavras-chave como "mãe", "dia das mães" e "mamãe". Isso cortou cerca de 70% do conteúdo irritante sem precisar deletar as contas.
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Outra coisa que as pessoas não contam é sobre as família. Você tem tios, primos, vizinhos que vão perguntar se você vai fazer algo especial. Eles querem ser gentis, mas acabam pressionando. Eu paramos de explicar pra todo mundo e começamos a dar uma resposta padronizada: "Estamos aproveitando o dia em casa, obrigado por perguntar." Isso resolveu várias situações desconfortosas em jantar de família. Tem também a questão logística. Se você precisa enviar uma mensagem, uma flor, fazer uma visita ao cemitério naquele dia, planejar isso com antecedência ajuda muito. Eu costumava deixar pra decidir no dia e aí eu travava. Sem preparo, a ansiedade domina e você acaba não fazendo nada que realmente gostaria de ter feito. Agora planejo duas semanas antes: defino horário, destino, o que levar, quem avisar.
Um detalhe que muitas pessoas ignoram: o sono. Dormir mal antes do dia das mães piora tudo. Eu aprendi isso na pratica quando passei uma semana antes do diaestivando 5 horas por noite e terminei o dia emocionalmente esgotado. A partir daí, levei isso a sério. Pelo menos sete horas de sono na véspera faz diferença mensurável no humor. Se você estiver passando por isso agora, saiba que não existe forma certa. Alguns dias você vai chorar. Outros dias vai rir de uma memória e se surpreenderá com isso. Ambos são normais. O que funciona pra mim pode não funcionar pra você, e vice-versa. O importante é não se culpar por não conseguir agir como os outros esperam.