Encordoamento Para Viola Caipira - Encordoamento Para Viola Caipira Giannini Cobra Cebolão Ré | MercadoLivre
Encordoamento Para Viola Caipira Giannini Cobra Cebolão Ré | MercadoLivre

Como montar encordoamento para viola caipira na prática

A viola caipira é um instrumento que exige atenção específica na hora de trocar as cordas. Não é só enfiar e tensionar como numa guitarra comum. O mecanismo de cravelhas e a geometria do braço pedem um cuidado que evita problemas futuros, como corda batendo na casa ou afinação instável. Primeiro, entenda o padrão mais comum: a viola caipira brasileira costuma ter 10 cordas em cinco cursos duplos, mas existem variações regionais que usam 8 cordas ou arranjos diferentes. O encordoamento para viola caipira mais tradicional segue a afinação em Ré padrão, com os cursos sendo afinados em pares — geralmente Ré-Ré, Sol-Sol, Si-Si, Ré-Ré, Sol-Sol, de baixo para cima, mas cada registo pode ter sua particularidade.

O que envolve o encordoamento para viola caipira corretamente

O processo começa com a escolha do diâmetro certo. Cordas muito finas em viola caipira tendem a embolar rápido e perder ação, enquanto cordas muito grossas podem deformar o tampo ou dificultar a pressão nos trastes. Eu já vi luthiers recomendarem medidas entre 0,40mm e 0,55mm para os courses simples, dependendo do estilo de execução do músico. A ordem de montagem também importa. Recomendo começar pela corda mais grossa e ir descendo, passando cada par pelo orifício correspondente no cavalete, passando pela casa superior e finalmente enrolando nas cravelhas. O importante é garantir que o espiral da corda seja feito de forma que a tensão seja distribuída uniformemente, sem folgas que possam causar afinação instável.

O problema prático que enfrentei recentemente foi com uma viola caipira de tampo de cedro antigo que estava apresentando afinação instável após troca de cordas. O músico insistia que as cordas novas embolavam depois de duas horas de uso. A solução foi mais simples do que parecia: o enforcamento das cravelhas estava muito apertado, impedindo o movimento livre da corda. Ao fazer um corte angular preciso na ponta da corda e aplicar uma pequena quantidade de grafite na cavidade da cravelha, o problema cessou. O truque foi perceber que a fricção interna estava gerando calor suficiente para dilatar o metal, causando micro-movimentos na tensão.

Padroes de afinação e seus desvios regionais

Existem varios padroes de afinação que variam conforme a regiao. No estado de Sao Paulo, o padrao mais aceito e difundido segue a afinação em Ré, mas no Mato Grosso do Sul e Goias, alguns músicos preferem a afinação em Sol, que oferece um timbre mais grave e profundo. Cada escolha de encordoamento para viola caipira deve levar em consideracao o estilo musical que sera executado. Uma informacao pouco conhecida é que as cordas de nylon puro apresentam maior durabilidade em climas secos, enquanto em regioes mais úmidas, as cordas mistas (nylon com aço) podem apresentar melhor estabilidade dimensional. Isso significa que, ao montar seu encordoamento para viola caipira, você deve considerar não apenas o padrão de afinação, mas também as condições ambientais onde o instrumento sera utilizado com maior frequencia.

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Materiais e suas aplicacoes praticas

O mercado oferece varias opcoes de materiais para encordoamento. As cordas de nylon simples sao mais economicas, mas apresentam menor durabilidade em execucoes intensas. As cordas mistas, com nucleo de aço e envelopamento de nylon, oferecem um timbre mais brilhante e uma acao mais estável, embora apresentem custo superior em aproximadamente 30% em relacao as cordas de nylon puro. Eu pessoalmente prefiro as cordas de nylon com revestimento de prata para os cursos agudos, pois elas apresentam menor deformacao plastica ao longo do tempo. No entanto, esse tipo de encordoamento para viola caipira requer cuidado adicional na hora do estiramento inicial, que deve ser feito de forma gradual, evitando tensoes bruscas que possam danificar o cavalete ou o tampo do instrumento.

Passo a passo pratico

Para realizar um encordoamento para viola caipira adequado, siga estas etapas basicas. Primeiro, remova as cordas antigas com cuidado, observando a ordem de montagens para nao se perder. Em seguida, limpe a regio do cavalete e dos orificios das cravelhas com um pano seco e levemente umedecido com alcool isopropilico, removendo residuos de old string que possam interferir na aco das novas cordas. Posicione cada par de cordas no cavalete, garantindo que o anel de nylon fique bem assentado contra a superficie do tampo. Passe as cordas pelos orificios correspondentes nas cravelhas, enrolando de forma que o ultimo giro fique por baixo, permitindo que a tensão seja distribuida uniformemente. Afine gradualmente, dando tempo para as cordas se acomodarem apos cada ajuste de tensao.

Se voce notar que as cordas ainda estão apresentando instabilidade apos 24 horas, verifique se as cravelhas estão com folga excessiva. Nesse caso, substitua as cravelhas por modelos com sistema de atrito mais preciso, que permitem um ajuste de tensao mais fino e estavel ao longo do tempo.

Quando buscar ajuda especializada

Nem sempre o encordoamento para viola caipira pode ser feito de forma caseira. Se o instrumento apresenta tampo abaulado, cavalete solto ou cravelhas danificadas, recomendo levar a um luthier especializado antes de realizar qualquer tentativa de montagens. Uma pratica incorreta nessas condicoes pode agravar o problema original, gerando custos de reparo muito superiores ao valor de uma encordoamento profissional. O tempo medio para realizar um encordoamento para viola caipira completo, desde a remocao das cordas antigas ate a afinação final, varia de 40 minutos a 1 hora e meia, dependendo da condicao do instrumento e da experiencia do executors. Em casos mais complexos, como viola caipira com histories de reparos anteriores, o processo pode levar ate 2 horas, devendo-se realizar ajustes adicionais nas posicoes dos trastes ou na regulagem da alma do braço.