Como Tirar Azul Do Cabelo - Como tirar o azul da matização do cabelo?
Como tirar o azul da matização do cabelo?

Realidade sobre cor azul no cabelo

A cor azul não sai fácil porque pigmentos azuis de semi-permanente e temporário ficam profundamente aderidos à cutícula do fio, especialmente se o cabelo já tiver sido clareado antes. Diferente do vermelho, que é molecularmente menor e mais fácil de ser removido, o azul exige tratamento mecânico ou químico mais agressivo para ser puxado para fora da estrutura capilar.

Como tirar azul do cabelo: método prático

Existe um procedimento caseiro que funciona na maioria dos casos e leva cerca de 20 minutos para ser aplicado, dependendo da porosidade do seu fio. Você vai precisar de xampu antirresíduos ou antiperlebas, bicarbonato de sódio, e se possível, um creme de coloração sem amônia ou peróxido em baixa volume. A proporção que costuma funcionar é: uma parte de bicarbonato para duas partes de xampu antirresíduos, misturado até formar uma pasta homogênea. Aplique no cabelo molhado, massageie bem, deixando agir por 15 a 20 minutos. Enxágue com água morna, não quente. O problema é que esse método resseca muito o cabelo. Se você tem cabelos longos ou loiros claros, já percebeu que a cor sai mas o fio fica seco como palha. Um condicionador profundo ou máscara com queratina precisa ser aplicado logo em seguida. No mínimo, deixe agir por 10 minutos antes de enxaguar.

Se o azul persistir após a primeira aplicação, repita o procedimento com intervalo de 48 horas no máximo. Nunca repita no mesmo dia. O cabelo precisa de tempo para recuperar o pH natural entre as aplicações.

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Um caso que tive na prática

Tinha uma cliente que tingira o cabelo de azul petróleo usando tinta semiamina de boa marca, em cabelo que já estava na base 8 (loiro claro). O xampu antirresíduos com bicarbonato saiu com cerca de 70% do pigmento na primeira aplicação, mas deixou um tom esverdeado residual que ninguém conseguia entender. Descobri que o problema era o subpigmento dourado que o cabelo loiro já carregava internamente. O azul havia se fundido com esse dourado, criando um verde-azulado que o bicarbonato não tocava. A solução foi aplicar um xampu ágarra (antipigmentação) específico para remover tons verdes e azuis residuais, seguido de uma neutralização com tonalizante levemente avermelhado em volume zero, apenas para equilibrar o subpigmento. O resultado levou duas sessões com intervalo de uma semana. Sem a tonalizante, o verde residual teria ficado visível por semanas.

Alternativas quando o método caseiro não resolve

Se o azul resistir, a opção profissional é o banho de descoloração suave ou o uso de produtos à base de vitamina C esfarelada misturada a xampu antirresíduos. A vitamina C age como um agente quelante, ajudando a quebrar as ligações do pigmento artificial. Misture 10 comprimidos de vitamina C triturada com uma porção generosa de xampu antirresíduos, aplique e deixe agir por 30 minutos sob calor suave de secador. Funciona em torno de 60% das vezes quando o bicarbonato sozinho falha. O problema dessa abordagem é que também resseca bastante e pode causar quebra se o cabelo estiver fragilizado. Se o cabelo já passou por processos químicos recentes, é arriscado. Nesse caso, o caminho mais seguro é ir ao profissional que pode aplicar um removedor de cor comercial como o Color B4 ou similares, que são formulados para extrair pigmentos artificiais sem danificar significativamente a cutícula.

Outro ponto importante: nunca use água muito quente durante o processo de remoção. O calor abre excessivamente a cutícula e permite que mais pigmento escape, sim, mas também destrói a estrutura do fio. Água morna é o ideal. E se a cor azul vier de um tom pastel ou de uma tinta temporária que não penetrou profundamente, ela pode simplesmente sair com três a quatro lavagens normais em xampu suave. Nem sempre é preciso recorrer a tratamentos agressivos. Depois de remover o azul, o cabelo estará mais poroso e sensível. Evite qualquer processo de coloração permanente nas próximas 48 horas. Se precisar pintar novamente, prefira um tom semi-permanente que não contenha amônia, deixando o pigmento depositar na superfície sem forçar a cutícula a abrir novamente.