Coloração Permanente Sem Amônia - Coloraçao Permanente Sem Amonia Andreia 100ml - 9.21 - Positive Cosmetics
Coloraçao Permanente Sem Amonia Andreia 100ml - 9.21 - Positive Cosmetics

O que realmente acontece quando você coloca coloração permanente sem amônia no cabelo

A coloração permanente sem amônia funciona de um jeito que a maioria dos manuais não explica direito. Em vez de usar amônia, que abre a cutícula do cabelo de forma agressiva, esses produtos usam aminas orgânicas como o MEA (etanolamina) ou EDA. Essas moléculas são maiores, então penetram mais devagar e abrem a cutícula de forma mais suave. O resultado imediato é um cabelo menos ressecado logo após o processo, menos cheiro forte e menos irritação no couro cabeludo. Mas aqui vai a parte que ninguém conta: a cor final tende a ser mais fria e mais escura do que o prometido na caixa. Isso acontece porque a abertura da cutícula é mais lenta, e os pigmentos oxidam de um jeito diferente dentro da haste. Eu já fui pego nessa várias vezes. A primeira vez que fiz um loiro 8 com essa linha, o resultado saiu num loiro 7 frio, quase cinza. Tive que refazer com uma versão com um pouco mais de base quente na fórmula, tipo um matiz dourado leve, só para compensar a tendência natural do produto.

Coloração permanente sem amônia: processo passo a passo

O processo básico é semelhante ao da coloração tradicional, mas com alguns ajustes que fazem diferença real. Primeiro, a preparação. Lave o cabelo com shampoo comum sem condicionador, enxágue bem e seque com toalha até ficar úmido. Não use secador. A corante sem amônia penetra melhor em cabelo ligeiramente úmido, e o calor do secador pode fechar a cutícula antes da hora, travando a absorção.

Depois, a mistura. A proporção padrão é 1:1 entre a cor e o ativador. Mexa bem, pelo menos 30 segundos, até ficar homogêneo. Se deixar grumos, a cor sai irregular. Já vi cliente com faixas claras onde a mistura não ficou igual. É simples, mas todo mundo tem pressa e pula essa etapa. A aplicação vem a seguir. Comece pelas raízes. Elas aquecem mais rápido por causa do calor do couro cabeludo, então processam mais depressa. Aplique a cor nas pontas primeiro se o cabelo já tiver cor anterior, deixando as raízes por último. O tempo de processamento normalmente fica entre 30 e 40 minutos, mas depende muito do grau de porosidade do cabelo. Cabelo muito poroso absorve rápido demais e pode escurecer além do esperado. Nesse caso, eu reduz o tempo para 25 minutos e fico de olho. Não adianta confiar cegamente no tempo da bula.

Para cabelos pretos naturais (graup 1 a 3), a sem amônia consegue cobrir bem. Paragrisalhos, a coisa complica. Depende de quanto grisalho e de qual tonalidade você quer alcançar. Se o grisalho for acima de 50%, eu recomendo misturar a sem amônia com uma permanente tradicional na proporção de 70% para 30%. O resultado é uma cobertura sólida sem destruir o fio todo. Fui obrigado a descobrir isso na prática quando uma cliente chegou com 70% de grisalho nas têmporas e queria loiro mel. Só a sem amônia nãocobriu. A mistura funcionou, mas precisei ajustar o tom final com um matizador depois.

Limitações reais que você precisa saber antes de investir

Coloração permanente sem amônia não é solução perfeita. Ela tem limitações sérias que precisam ser consideradas. A principal é a durabilidade. Como a cutícula não abre tanto, os pigmentos também não fixam tão profundamente. A cor tende a desbotar mais rápido do que numa permanente com amônia. Em média, você ganha cerca de 3 a 4 semanas a menos de vida útil da cor. Se você faz manutenção mensal, isso vira problema real. Nesses casos, a sem amônia ainda serve como opção, mas o intervalo entre colorações vai diminuir.

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Outro ponto é a capacidade de clareamento. Sem amônia não clareia mais do que duas tonalidades acima do nível natural. Se o cabelo é castanho escuro (nível 3) e você quer loiro claro (nível 7 ou 8), vai precisar de um processo de descoloração separado antes. A sem amônia sozinha simplesmente não consegue isso. Já vi salão inteiro insistir nessa tentativa e terminar com um loiro sujo, quase avermelhado, porque o pigmento não abriu o suficiente. O preço também é maior. Produtos sem amônia custam de 30% a 60% mais caros que os tradicionais. Isso se reflete no valor final para o cliente. Se o salão não comunica isso direito, gera frustração na hora de pagar a conta.

Por fim, o cheiro. A promessa é que não tem cheiro forte. Na prática, ainda tem um odor característico das aminas, só que mais suave. Pessoas sensíveis a odores ainda vão notar. Não espere ficar sem nenhum cheiro no salão.

Quando evitar essa opção

Existem cenários onde a coloração permanente sem amônia simplesmente não funciona bem. Cabelos extremamente danificados, com química prévia pesada e porosidade alta, podem absorver a cor de forma descontrolada. O resultado sai escuro e irregular. Nesses casos, prefira um tratamento de reconstrução primeiro e só depois pense em cor. Ou use uma tinta semiperene, que é mais suave ainda.

Quem quer mudar drasticamente de tom, como ir de ruivo para loiro, também não vai conseguir com esse produto. A sem amônia não remove pigmentos artificiais. O caminho é a decapagem ou a descoloração tradicional. Clientes com alergias conhecidas a componentes como PPD (parafenilenodiamina) continuam tendo o mesmo risco. A ausência de amônia não elimina os corantes oxidativos. Fazer teste de antebraço 48 horas antes é obrigatório, não opcional.

Um truque que funciona na prática

Se você está começando a trabalhar com coloração permanente sem amônia e quer garantir cobertura de grisalhos sem sacrificar a saúde do fio, misture o produto com um creme de proteção térmica neutro na proporção de 10% do volume total. Isso desacelera ainda mais a penetração e dá mais controle durante o processamento. Eu uso essa técnica há anos e já salvou vários trabalhos que estavam saindo escuros demais. O custo extra é mínimo, quase nada no orçamento final.