Colchão King Koil É Bom - COLCHÃO KING KOIL | COMFORT PLUS - Exclusiva Colchões | Conforto ...
COLCHÃO KING KOIL | COMFORT PLUS - Exclusiva Colchões | Conforto ...

Colchão King Koil: o que acontece depois de três anos de uso

Eu comprei um King Koil modelagem or-top em 2019. Era a promessa deles: mais suporte para quem tem dor lombar, molas ensacadas com zones de firmeza diferenciada. No primeiro mês, parecia incrível. Depois de dois anos, comecei a notar um desnivelamento discreto no lado direito onde meu companheiro dorme. Não foi um fundo de colchão, foi só aquela sensação de que o suporte tinha diminuído uns quinze por cento. A garantia cobre isso? Dependendo do modelo e do revendedor, cobre metade ou não cobre nada. Eu li o contrato depois que o problema apareceu. Erro meu. King Koil é marca brasileira que existe desde 1946, pertence ao grupo Simons. Tem fábricas em Uberlândia e em Portugal. Você encontra em lojas de departamento, lojinhas de colchão de bairro, e site próprio. O preço vai de cento e cinquenta reais num colchão de molas simples de solteiro a onze mil num king articulado com memory foam e capa antimicrobiana. A linha or-top é a mais vendida, a que a gente vê em todo lugar. Tem também a linha conforto plus, com camadas mais grossas de espuma, e os articulados de duas partes que se dobram pra entrar em apartamento.

Colchão King Koil é bom pra quem?

É bom pra pessoa que quer uma referência do mercado brasileiro sem pagar preço de marca importada. Não é o melhor colchão do mundo, não é o pior também. É um colchão médio, bem fabricado, com network de assistência decente no sudeste e sul do país. Se você mora no nordeste ou norte, verifica antes se tem revendedor autorizado perto, senão a garantia vira papel. Eu recomendo especialmente para quem pesa entre sessenta e oitenta quilos e dorme de lado ou de barriga. A modelagem or-top tem uma firmeza média que funciona bem nesse perfil. Acima de noventa quilas, o suporte das molas ensacadas padrão começa a ceder mais rápido. Aí vale pensar numa linha mais densa ou num modelo com espuma de maior densidade, senão em dois anos você tá igual eu: deitado num desnivelamento de quinze centímetros de comprimento por vinte de largura no lado direito.

O problema que eu mencionei não foi culpa da marca em si. Foi minha culpa por não ter escolhido o modelo certo. O King Koil or-top densidade padrão tem molas com fio de quatro milímetros. Existe uma versão com fio de quatro ponto cinco milímetros que sustenta melhor peso maior. Eu não li a ficha técnica antes de comprar. Li depois. Gastei três horas comparando specs quando poderia ter gastado dez minutos antes.

Como funciona a estrutura que você paga

A maioria dos King Koil usa sistema de molas ensacadas. Cada mola fica dentro de um sachê de tecido não tecido, o que reduz a transferência de movimento. Se sua parceira se vira à noite, você sente menos. Isso é real. Eu testei colocando uma moeda na borda do colchão e fazendo minha esposa se mover do lado oposto. A moeda caiu apenas uma vez em vinte tentativas. Num colchão de molas contínuas antigas, cai todo dia. A camada de conforto varia por modelo. No or-top básico, tem uns dois centímetros de espuma Polimet. É uma espuma poliuretânica comum, densidade cerca de trinta quilos por metro cúbico. Não é memory foam, não afunda com calor do corpo. É só umacolchoado macio pra amortecer. Nos modelos mais caros, entra espuma viscoelástica, latex, ou até fibra siliconada. A diferença de preço é real, mas a diferença de durabilidade também depende muito de quanto você pesa e quantas pessoas dormem no mesmo colchão.

O tecido capa é quase sempre poliéster com tratamento antialérgico declarado. Na prática, o tratamento dura o tempo que durar. Eu lavei a capa duas vezes numa máquina de lavar comum em trinta graus, conforme a etiqueta pedia, e depois de seis meses o tato suave já tinha voltado ao normal. Nada de mágica.

Pontos que ninguém fala

Primeiro: a ventilção. King Koil não é conhecido por ser respirável. Se você cozinha muito calor ou transpira bastante, vai sentir. Eu durmo quente e tive que colocar um protetor de colchão com tela de melamina embaixo do lençol. Ajudou, mas não resolveu tudo. Nos meses de janeiro em Brasília, onde eu moro, ainda acordava com o tronco úmido. Segundo: a entrega. Se você mora em apartamento sem elevador grande, o colchão king de duas partes pode não entrar na porta. Já vi gente levando coroa na escada. Verifica as medidas da porta e do Corredor antes de comprar. O site às vezes não menciona isso.

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Terceiro: o revendedor. Muitos vendedores de shopping empurram o modelo mais caro com margem maior. Isso não é específico de King Koil, acontece com todas as marcas. O vendedor pode dizer que o modelo de mil reais é igual ao de dois mil, só que mais fino. Não é. A espessura da camada de conforto e a densidade das molas mudam. Pede pra ver a ficha técnica impressa, não confia só no que falam.

Manutenção que realmente faz diferença

Girar o colchão a cada trinta dias nos primeiros seis meses ajuda a distribuir o desgaste. Depois disso, ainda gira todo mês, mas o efeito é menor. Eu girava há quinze dias e depois esquecia. Em doze meses, o desnivelamento já tinha começado a aparecer no lado que eu mais usava. Usar proteçãoimpermeável é obrigatório, não opcional. Suor, baba de animal, acidente doméstico. Tudo entra na espuma se não tiver barreira. Uma capa barata de cinquenta reais protege um colchão de quatrocentos reais. Vale a pena.

Não senta na borda todo dia. A borda dos King Koil padrão não tem reforço de arestas. Se você tem o hábito de sentar pra calçar sapato, vai comprimir a espuma ali primeiro. Modelos mais caros têm reforço perimetral. Se você pesa mais de oitenta quilas, considera isso desde o início.

Concorrência que vale olhar

Se o orçamento aperta, tem o Malteze, também brasileiro, com preços vinte por cento menores. A qualidade é parecida, às vezes inferior nasespumas mais baratas. Se o orçamento aperta demais, evita linhas entry level de marcas desconhecidas, porque a dureza diminui rápido. Se quer algo diferente, tem o Dormidela com linhas de latex natural, mais respirável, mas muito mais caro. Tem também o Simons, que é do mesmo grupo econômico, às vezes em promoção melhor. Eu já vi um Simons articulated por menos que um King Koil equivalente.

Importados como Restonic ou Serta custam o dobro. A durabilidade pode ser maior, mas a relação custo-benefício no Brasil é questionável, porque a rede de assistência deles é menor.

A pergunta que todo mundo faz

Colchão king koil é bom. A resposta curta é sim, dentro do que custa. Não é excelente, não é péssimo. É competente. Se você quer economizar, acha uma promoção de modelo anterior, porque a King Koil lança novidades todo ano que mudam pouco na prática. O or-top de dois mil e duzentos reais de 2021 é basicamente o mesmo de 2023. Só que o novo vem com uma capa que brilha mais no escuro e um cheirinho de novo que passa em duas semanas. O que eu faço hoje? Troquei por um modelo com espuma de maior densidade e molas de quatro ponto cinco milímetros. Custou quatrocentos reais a mais. Espero que dure mais dois anos. Se durar, eu volto. Se não durar, eu desConfio de colchão de molas ensacadas nessa faixa de preço e testo outra categoria, talvez umhybrid com espuma densa por cima.

Se você está lendo isso procurando validação pra comprar, a validação é: compro, usa proteção, gira todo mês, e espera três anos antes de reclamar. Se o colchão falhar antes disso, entra com a garantia. Se não falhar, você teve três anos bons por um preço razoável. É assim que funciona.