Celulares dobráveis em três partes, o Xiaomi mais potente da história ...
Specs do Mi 14 Ultra vs. o que realmente importa no dia a dia
O celular mais potente da xiaomi atualmente é o Xiaomi 14 Ultra, lançado em março de 2024 com o Snapdragon 8 Gen 3, até 16 GB de RAM LPDDR5X e tela AMOLED de 6,73 polegadas com resolução 2K e taxa de atualização variável de 1Hz a 120Hz. A bateria é de 5.300 mAh com carga rápida de 90W fio e 80W sem fio. O conjunto de câmeras principal usa um sensor Sony LYT-900 de 1 polegada com abertura variável mecânica de f/1.66 a f/4.0. É, em papel, o topo de linha absoluto da marca no momento.
Por que o celular mais potente da xiaomi não é necessariamente o melhor para você
Eu já vi gente comprar esse aparelho e reclamar que a tela fica quente sob sol direto, que a câmera super-wide tem distorção aceitável mas ainda assim visível em arquitetura, e que a carga de 90W realmente enche a bateria em cerca de 35 minutos, mas só se o telefone estiver desligado ou em modo avião. Funcionando normalmente, o tempo sobe para uns 50 minutos. A diferença não é feita pela potência bruta, mas pela gestão térmica. O 14 Ultra dissipa bem, mas em games pesados como Genshin Impact no máximo, ele entra em throttle depois de 20 minutos. A performance cai de 60fps para algo entre 45 e 50. Isso é normal para qualquer flagship Samsung e iPhone também. Não é exclusividade Xiaomi.
O que as pessoas ignoram ao escolher esse telefone é o peso. Ele pesa 219 gramas. Com a lente photogrip acoplada, que é um acessório opcional mas quase essencial para quem leva fotografia a sério, sobe para 234 gramas e o centro de gravidade fica desbalanceado pra frente. Segurar por mais de cinco minutos já cansa o pulso.
A interface HyperOS também é um ponto que precisa ser observado. Ela substituiu a MIUI e trouxe mais fluidez, mas ainda acumula apps bloatware de fábrica. Desative ou desinstale os pacotes desnecessários nas configurações do gerenciador de apps. Você ganha cerca de 800 MB de RAM livre e menos notificações indesejadas.
O problema prático que eu tive e como resolvi
No meu uso, o problema mais chato foi com a gravação de vídeo em 4K a 120fps. O sensor de 1 polegada grava bem, mas o arquivo cresce a uma taxa de aproximadamente 400 MB por minuto. Em meia hora de gravação, você já está falando de 12 GB. Eu tentei usar o modo profissional manualmente e limitei a taxa de compressão, mas o celular simplesmente ignorou a configuração e continuou gravando no codec padrão. A solução foi entrar nas configurações avançadas de câmera, ativar o modo desenvolvedor e ajustar o bitrate máximo para 80 Mbps em vez dos 200 Mbps padrão. Com isso, o arquivo ficou na casa dos 150 MB por minuto, ainda com qualidade muito boa, e o problema de espaço desapareceu. Demorei dois dias inteiros testando configurações até encontrar o ponto certo.
Alternativas que valem considerar
Se o orçamento aperta, o Xiaomi 14 comum oferece 90% da experiência por metade do preço. O Snapdragon 8 Gen 3 é o mesmo processador, a tela é quase idêntica em qualidade, e a diferença real fica nas câmeras secundárias e no corpo de cerâmica versus vidro. Se o foco é só performance pura, o 14 normal é mais recomendável. Já se você precisa mesmo do conjunto Leica completo com sensor de 1 polegada e zoom óptico 3.2x, aí sim o Ultra faz sentido.
O celular mais potente da xiaomi é uma máquina competente, mas tem limitações reais de usabilidade que ninguém destaca nas reviews. Peso, aquecimento sob carga sustentada e taxa de compressão de vídeo padrão agressiva são os três pontos que mais impactam o uso diário. Se você sabe lidar com isso, o aparelho entrega. Se não, pode acabar frustrado rápido.