Celular Até 900 Reais - Os Melhores CELULARES até 900 Reais (2024) BOM e BARATO - YouTube
Os Melhores CELULARES até 900 Reais (2024) BOM e BARATO - YouTube

Guia prático: escolher celular até 900 reais em 2024

Se você tá procurando celular até 900 reais, o primeiro passo é entender que nesse faixa de preço você não vai achar top de linha. O mercado brasileiro tem particularidades que muita gente despreza. Lojas online e físicas oferecem modelos diferentes, às vezes com preços bem distintos para o mesmo aparelho. Eu aprendi isso na marra quando comprei meu primeiro Redmi Note no Mercado Livre e me deparei com uma versão com menos memória que a que eu havia escolhido na loja física.

O que esperar de celular até 900 reais

Nessa faixa de preço, você consegue smartphones com processadores entry-level ou intermediários básicos. O padrão é: telas LCD de 6 a 6,5 polegadas, baterias de 4.000 a 5.000 mAh, câmeras decentes para o dia a dia, mas nada que se compare aos flagship killers. Marcas como Xiaomi, Motorola e Samsung dominam esse segmento no Brasil. O chipset mais comum nessa faixa é o Snapdragon 680 ou o Helio G85. São processadores capazes de rodar WhatsApp, Instagram, YouTube e jogos leves sem grandes problemas. Se você jogar coisas mais pesadas como Free Fire ou PUBG, consegue rodar em configurações baixas a médias, mas não espere alta taxa de quadros estável.

Modelos que valem a pena

Redmi 12C é um dos mais vendidos nessa faixa. Custa entre R$ 600 e R$ 800 dependendo da promoção. Tela de 6,71 polegadas, 4GB de RAM, 128GB de armazenamento. O câmara traseira é de 50MP, o que soa bom no papel, mas na prática as fotos ficam medianas em condições de pouca luz. A bateria de 5.000 mAh dura tranquilamente um dia inteiro de uso moderado. Motorola Moto G23 também é uma opção sólida. Tela 90Hz, processador Unisoc T606, 4GB de RAM. O sistema da Motorola é mais limpo que a MIUI da Xiaomi, o que significa menos bloatware e atualizações mais regulares. Preços variam entre R$ 700 e R$ 900.

O Samsung Galaxy A04s aparece frequentemente por volta de R$ 800 a R$ 900. Processador Exynos 850, tela de 6,5 polegadas, 4GB de RAM. O ponto fraco desse aparelho é o carregamento lento. Ele vem com carregador de 15W na caixa, mas dependendo do modelo vendido no Brasil, pode vir sem carregador. Se você não tiver um carregador rápido de outro aparelho, vai levar uns 2 horas e meia para carregar a bateria de 0 a 100 por completo.

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A armadilha do armazenamento virtual

Muitos celulares nessa faixa de preço prometem "até 256GB" ou "até 512GB" expandíveis. Isso é storage expandido via cartão microSD. O problema é que o cartão é extremamente lento comparado à memória interna. Aplicativos instalados no cartão carregam devagar, e alguns apps simplesmente não permitem instalação em microSD. Eu tive esse problema com o app do banco no meu antigo celular. Tinha que ficar removendo e reinstallando para atualizações funcionarem direito. Sempre instale apps na memória interna, mesmo que isso signifique ser mais seletivo sobre o que você instala.

Pontos cegos que ninguém conta

O suporte a 5G nessa faixa de preço é praticamente inexistente no Brasil. A maioria dos aparelhos até R$ 900 são 4G LTE apenas. Se 5G for importante pra você, vai precisar subir para a faixa de R$ 1.200 a R$ 1.500. Não adianta comprar um celular que promete 5G barato porque na prática a cobertura 5G no Brasil ainda é muito limitada, então você vai usar 4G mesmo. Outro ponto: a durabilidade das baterias nesses aparelhos económicos. Após 18 a 24 meses de uso intenso, a capacidade da bateria costuma cair cerca de 15 a 20 por cento. Isso é normal para qualquer smartphone, mas em modelos mais baratos a degradação pode ser um pouco mais rápida devido a controladores de carga menos sofisticados. Manter a carga entre 20 e 80 por cento ajuda a prolongar a vida útil, mas a verdade é que muita gente carrega o celular durante a noite inteira. Se esse for o seu caso, considere comprar uma tomada com timer para desligar automaticamente após 3 horas.

Dicas práticas de compra

Compre sempre de lojas oficiais ou revendedores autorizados. Comprar de vendedores third-party no marketplace pode resultar em aparelhos com garantia inválida ou até mesmo réplicas. Eu conheço alguém que comprou um Redmi Note 11 de um vendedor com avaliação positiva no Mercado Livre e recebeu um aparelho com tela trocada por uma inferior. A garantia não cobriu porque eles argumentaram que o dano era de uso, não defeito de fábrica. Levou três meses de discussão para conseguir o reembolso. Confira o IMEI do aparelho antes de fechar a compra. Você pode fazer isso discando *#06no próprio celular. Depois, consulte o IMEI no site da Anatel para verificar se o aparelho está regularizado. Aparelhos importados clandestinos podem ter problemas com redes brasileiras e, no pior dos casos, serem bloqueados pela operadora.

Compare preços em pelo menos três plataformas antes de decidir. OLX, Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza, Americanas, Kabum, Pichau. Os preços oscilam diariamente, especialmente em períodos de promoção como Black Friday e Semana do Consumidor. No meu caso,Economizei cerca de R$ 150 comprando um Moto G23 na Amazon durante uma promoção relâmpago que durou apenas 6 horas. Ficar de olho nas ofertas ajuda muito.

Alternativas consideradas

Se você consegue esticar o orçamento para R$ 1.000 a R$ 1.200, ganha acesso a processeadores significativamente melhores como o Snapdragon 695 ou o Dimensity 810. O Redmi Note 12, por exemplo, oferece tela AMOLED, carregamento rápido de 33W e desempenho muito superior na faixa de R$ 1.100. Vale considerar se você pretende usar o celular por mais de dois anos. Para quem precisa de um celular estritamente funcional, sem pretensões de câmera ou jogos, até um Galaxy A03 por R$ 500 a R$ 600 pode atender. É básico, mas funciona. O problema é que a experiência do usuário é lenta em comparação com modelos mais recentes. Navegar entre aplicativos tem atrasos perceptíveis, e o sistema pode travar em multitarefa.