Boas Marcas De Guitarra - Marcas de guitarra: as principais e suas histórias
Marcas de guitarra: as principais e suas histórias

Quase todo mundo pergunta isso na primeira vez que monta uma banda

Você entra num fórum, numa conversa no WhatsApp, ou num bar, e alguém pergunta quais são as boas marcas de guitarra. A resposta depende completamente do que você vai tocar e quanto dinheiro tem no bolso. Não existe lista universal, mas existe padrão de qualidade que se repete há décadas. Eu tenho uma Squier Affinity de 2016 que ainda toca direito, e um colega tem uma Fender Mexican Professional de 2018 com defeito no traste 7 desde o dia em que desembalou. A marca não garante nada sozinha. O que garante é o controle de qualidade da fábrica específica e a linha do produto. Uma linha entra, outra sai.

As boas marcas de guitarra que valem o investimento real

Fender. Gibson. PRS. Music Man. Ibanez. Jackson. Yamaha.ESP. Burns. Godin. Suhr. Tom Anderson. Essas marcas consistentemente entregam instrumentes bem construídos, mas dentro delas existem linhas que são lixo e linhas que são ouro. Ignorar essa diferença é o erro número um de quem está começando. Para quem gasta menos de 2 mil reais, Yamaha e Squier são as opções mais honestas. A Yamaha está produzindo guitarras de nível inexplicável pra esse preço agora. A TG312 e a PATX série têm acabamento e ação de braço que competem com muito instrumento o dobro do preço. Já Fender Mexicanos das linhas Standard antigas e Gibsons entry-level são onde a qualidade escorrega mais.

Na faixa de 3 a 8 mil, entra o território onde as decisões começam a importar de verdade. PRS SE, Music Man St. Vincent e StingRay, Suhr Classic S, ESP LTD KV-series. Cada uma dessas atende um perfil de jogador diferente. A PRS SE é consistente como relógio suíço. A Music Man entrega um setup de fábrica impecável. A Suhr é outra história porque cada peça é quase artesanal. Se o seu foco é técnico extremo, shred, metal progressivo, Ibanez RG e JEM ainda dominam o campo. Mas cuidado com os modelos de entrada da Ibanez — a linha GIO é funcional, mas o problema de trastejo em casa fica evidente depois de três meses tocando.

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Aqui vai uma coisa que ninguém conta: o melhor momento para comprar uma guitarra não é quando você já sabe o que quer. É quando você sabe o que não aguenta mais. Trocar de instrumento por motivo certo evita o ciclo vicioso de comprar, sentir que não é aquilo, vender com perda e repetir. Encontrei um caso específico recentemente que ilustra bem como as coisas podem dar errado sem aviso. Comprei uma guitarra usada de uma marca americana média, tipo uma Cort ou uma Aria, que o vendedor dizia estar em perfeito estado. Na hora que peguei pra afinar, percebi que as cravelhas de afinação deslizavam duas casas pra cima e duas pra baixo com qualquer pressão leve na palheta. O problema era que o mecanismo interno da cravelha era compatível com cordas de calibre errado, então o usuário anterior tinha colocado .010 numa ponte calibrated pra .009 e as cravelhas simplesmente não seguravam tensão de forma confiável.

A solução foi substituir todas as cravelhas por unidades Grover Rotomatic importadas, que custaram cerca de 40 reais cada, e ajustar a ação da ponte de acordo com o novo calibre de cordas. Levei duas horas no total. A guitarra ficou estável e afinada por semanas. Mas o ponto é: nunca confie em descrição de vendedor usado. Verifique cravelhas, trastes e o ângulo do braço antes de cualquier compra. Outro insight que aprendi na prática e que poucos mencionam: o madeira importa menos do que o ajuste. Uma guitarra de madeira mediana com neck reset perfeito e acción baixa soa e toca melhor do que uma de madeira premium com o braço torta e os trastes irregular. Sempre verifique a curvatura do braço com um conjunto de capo e guia de escala. Se o braço tiver uma bow pronunciada, nenhuma marca do mundo vai resolver isso sem intervenção profissional.

Escovação de trastes também é algo que marcas baratas simplesmente não fazem direito. Passe o dedão ao longo de cada traste. Se sentir rebarbas, a fábrica cortou e poliu às pressas. Isso incomoda muito mais do que aparenta durante sessões longas. Resumindo de forma útil: defina seu orçamento, defina o estilo que você vai tocar de fato, vá a uma loja física e toque pelo menos cinco guitarras da mesma linha. Anote qual sentiu mais natural no pescoço. Essa sensação é mais importante do que qualquer especificação técnica numa página de produto. O resto são detalhes que se resolvem com um buen luthier.