Bloco Baiano 6 Furos - 50 Peças - Tijolo Baiano 6 Furos 11,5x14x24 Bloco Cerâmico ...
50 Peças - Tijolo Baiano 6 Furos 11,5x14x24 Bloco Cerâmico ...

Entendendo o bloco baiano 6 furos na prática

O bloco baiano 6 furos é uma forma de acorda que músicos de forró, maracatu e ritmos pernambucanos usam há décadas. A ideia básica é você fazer um formato de barrada, mas deixar algumas cordas soltas tocando junto, o que dá aquele timbre aberto e ressonante que todo mundo reconhece. Não é nada complicado, mas tem detalhes que ninguém ensina nos livros.

O que é bloco baiano 6 furos

Basicamente, é um acorde de viola ou cavaquinho posicionado na mão esquerda com o dedão por trás do braço, cobrindo várias cordas de uma vez. O "6 furos" vem da forma como os dedos se espalham pelas casas do violão — você apoia a ponta dos dedos em lugares que parecem furos na madeira se você for imaginativo, o que é irrelevante mas é assim que os músicos antigos chamam. O formato mais usado começa com a mão na primeira ou segunda casa. O dedo indicador faz a barra transversal, os outros dedos fecham as notas restantes. A diferença para o barre chord que ensinam nas escolas de música é que aqui você não aperta tudo igual. Deixa a corda solta de vez em quando, porque o som fica mais pesado e mais limpo ao mesmo tempo.

Como montar o acorde passo a passo

Coloque o dedo indicador na primeira casa, pressionando todas as seis cordas. Depois o dedo médio na segunda casa da corda de Lá (5ª corda), o anelar na terceira casa da corda de Sol (3ª corda), e o mindinho na segunda casa da corda de Dó (4ª corda). Soa como um G maior com sexta, mas com uma cor específica que depende de quão forte você aperta cada corda. Se está difícil conseguir um som limpo em todas as cordas, é normal. O problema quase sempre é o posicionamento do polegar. Coloca ele bem atrás do braço, no meio, como se estivesse segurando um cabo de vassoura. Não espreme o pescoço com os dedos da mão esquerda — a força vem do braço todo, não só da pontinha dos dedos.

Um detalhe importante que muita gente ignora: a corda de Mi agudo (1ª corda) quase nunca precisa de pressão extra. Ela simplesmente toca sozinha. Se você estiver pressionando ela com o indicador, provavelmente está apertando demais e matando a ressonância do acorde. Pratique isso devagar. Toque cada corda separadamente, uma por uma, e verifique se todas soam limpas antes de seguir adiante. Leva uns dez minutos e resolve metade dos problemas que começam como "não consigo fazer o som ficar bom".

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Aplicações e exemplos reais

O bloco baiano 6 furos funciona bem em progressões do tipo I-IV-V em tonalidades como G, D e A. Eu costumo usar nas músicas de Cavalcante, por exemplo. A sequência G-C-D com esse formato abre um espaço sonoro que o acorde fechado não consegue. Um caso específico que encontrei recentemente: estava tocando uma música em G com uma progressão rápida e o som ficava empastado porque eu estava usando barrada comum. Troquei para o bloco baiano na mesma posição e o resultado mudou completamente. A diferença é que o acompanhamento ficou mais leve, mais arejado, e a melodia do violão pôde ser ouvida por cima sem competir com o canto.

A vantagem prática é que esse formato permite que você faça variações sem sair da posição. Basta levantar um dedo aqui, abaixar outro ali, e você já está em outro acorde sem precisar mudar a mão toda. Isso economiza tempo durante a execução ao vivo, onde cada segundo de transição conta.

Pegadinhas e limitações

Não adianta tentar usar esse formato em qualquer situação. Se o arranjo pede um som mais fechado, mais percussivo, o bloco baiano 6 furos vai soar aberto demais e pode conflitar com outros instrumentos. Também não funciona bem em afinações alteradas — se o violão estiver afinado meio tom abaixo ou em drop D, a coisa muda completamente e você vai precisar recalibrar tudo. Outro problema prático: quem toca violão com palheta tem mais dificuldade para controlar a pressão individual das cordas. O palhete bate com muita força e as cordas soltas tendem a soar abafadas. Nesses casos, o ideal é trocar o palhete por unha ou usar um dedal, dependendo do estilo.

Se você está começando e ainda não tem força nos dedos, pode levar de duas a quatro semanas até o som ficar limpo em todas as cordas. Não adianta forçar. Descansa a mão, volta amanhã, e o progresso é constante.