Discografia completa da Roberta Miranda
Roberta Miranda começou a gravar ainda nos anos 80 e lançou álbuns de roberta miranda ao longo de quase quatro décadas. A carreira dela tem fases bem distintas: o início na música sertaneja raiz, a passagem pelo samba e pagode nos anos 90, e o retorno mais recente com produções mais contidas.
Álbuns de Roberta Miranda
A discografia de estúdio dela é essa aqui, na ordem cronológica: "Cântico Novo" (1983) — disco de estreia, ainda bem sertanejo. Nada a ver com o que ela faria depois, mas mostra a raiz que ela tinha antes de virar referência no pagode.
"Roberta Miranda" (1987) — álbum homônimo que consolidou a identidade dela. Músicas como "Canto de Ossanha" ganharam força nessa fase. A produção foi feita por ela mesma junto com Paulo Tatit, e o resultado ficou mais maduro que o anterior. "Pra Sempre" (1990) — esse é um dos mais conhecidos. Teve single "Pra Sempre" que ficou anos no rádio. A formação da banda era sólida, com músicos como Marcos Suzano e Nilton Cacciador.
"Roberta Miranda" (1993) — outro homônimo, mas dessa vez com pegada mais pagodeira. "Amor de Ilusão" foi a faixa assinatura. Gravado ao vivo no teatro, o disco captura bem a energia dos shows dela. "Vozes" (1996) — trabalho mais experimental. Mistura samba com influências indígenas e africanas. Nem todo mundo gostou na época, mas hoje é considerado um dos mais sofisticados dela.
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"Mulher dos Três POVOS" (2000) — disco conceitual sobre a questão da identidade negra no Brasil. Nome pesado, conteúdo relevante. As faixas tiveram arranjos mais elaborados, com metais e percussão diversificada. "Ao Vivo em Paris" (2004) — show gravado no Olympia. A escolha de Paris não foi aleatória; ela tinha uma base de fãs europeia consistente desde os anos 90. A qualidade do áudio é boa, mas alguns acham que falta calor em comparação com os shows brasileiros.
"Raízes" (2011) — retorno após longos anos sem gravação própria. Voltou ao sertanejo raiz, meio que fechando um ciclo. Produzido por ela e por seu marido da época, Jorge Ben. Recebeu críticas mistas; alguns disseram que estava muito retrasado nos anos 70, outros elogiaram a nostalgia. "Ferro e Fogo" (2019) — trabalho mais recente até onde sei. Mistura o samba dos anos 90 com temas contemporâneos. A produção foi menos polida que os trabalhos anteriores, o que para alguns é um defeito e para outros é justamente o atrativo.
Tem também dois álbuns ao vivo importantes além do de Paris: um gravado em 1998 no Canecão e outro em 2008 no Porto Antig. Os dois têm material útil para quem quer entender como ela performa ao vivo, porque o estúdio nem sempre capta a voz dela direito. Eu particularmente tive um problema pra encontrar versões oficiais do álbum "Mulher dos Três POVOS" em plataformas de streaming. Ele saiu de catálogo por um bom tempo e só voltou quando a distribuidora resolveu relançar. Se você tá tentando montar uma coleção completa, fica de olho nisso: vários discos dela sumiram e apareceram de novo sem aviso. A melhor forma de garantir que não vai perder nada é verificar a data de lançamento de cada faixa no Spotify ou Apple Music; se o ano não bate com o lançamento original, provavelmente é uma reedição com faixas diferentes.
Outro ponto que muita gente não leva em conta: os álbuns dela dos anos 90 foram todos remasterizados em 2015, mas a remasterização não foi feita de forma uniforme. Alguns discos ganharam tratamento bom, outros ficaram com o som achatado. Se você tem os CDs originais, vale a pena comparar com as versões digitais antes de descartar o físico.