Adidas para corrida masculino — como escolher sem perder dinheiro
A linha de corrida da adidas mudou bastante nos últimos anos. Tem gente que ainda compra o modelo mais recente achando que é automaticamente o melhor, e isso não é verdade. Cada modelo tem um perfil diferente e errar a escolha pode custar caro, principalmente se você já corre regular. O que eu recomendo primeiro é definir o seu objetivo, não olhar o nome do tênis. Se você faz treinos rápidos em pista ou asfalto com pisada de médio/ponta, o Adizero Adios Pro é uma opção séria. O placa de energy rod e o boost dão retorno rápido. Já se você roda devagar e precisa de conforto para distâncias longas, o UltraBoost pode ser mais adequado, mas ele é pesado demais para treinos de velocidade.
adidas para corrida masculino na prática
Quando eu comprei meu primeiro par de UltraBoost para correr, achei que seria perfeito porque o calo era confortável logo na primeira prova. O problema apareceu depois de uns 60 quilômetros. O boost começava a perder um pouco da resposta elástica no calcanhar, e minha pisada neutra acabou sentindo mais impacto. Eu resolvi isso trocando a palmilha original por uma mais fina e aumentando o número do tênis meio número. A palmilha original deles é grossa demais para quem tem pé normal, e ocupar esse espaço extra no bico evitou que meus dedos batessem na frente nas descidas. Uma coisa que muita gente não leva em conta: a durabilidade do boost varia muito dependendo do uso. Eu já vi pares novos de Ultraboost perderem quase toda a resposta depois de 400 quilômetros em asfalto quente. Em pista sintética, o desgaste é bem menor. Se você treina principalmente em esteira ou pista coberta, esses tênis duram mais. Se corre fora todo dia, considere alternar com um par mais robusto.
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Outro ponto prático é o tamanho. A adidas costuma ajustar mal a numeração entre diferentes linhas. O Adios Pro geralmente vem meio número menor que o seu tênis casual. Eu sempre testo pelo menos duas medidas antes de fechar compra. Para corrida, o espaço ideal no bico é cerca de um centímetro de folga em relação ao dedo mais longo. Passou disso, seu pé escorrega e a unha preta aparece em treinos longos. Sobre modelos específicos, o Supernova Rise é interessante para quem está começando. Ele é estável, tem boa amortecimento e preço mais acessível que os top de linha. O problema é que a entressola dele degrada mais rápido se você pesa mais de oitenta quilos. Nestes casos, eu indicaria o Bounce Pro ou mesmo um modelo com tecnologia Lightstrike mais firme, que aguenta peso sem deformar tão cedo.
Se o seu foco é maratona ou meia maratona, o Adizero Adios Pro 11 ou 12 são escolhas válidas, mas o preço costuma ser alto. Em provas acima de quarenta quilômetros, a experiência de campo mostra que a vantagem competitiva deles se torna menor depois de dois ou três horas de prova, porque o conforto relativo diminui com a fadiga. Para corridas mais curtas, abaixo de dez quilômetros, a diferença entre um Adios Pro e um Supernova é quase irrelevante na prática. Na hora de comprar, verifique sempre a data de fabricação que vem na caixa ou na etiqueta interna. Produtos com mais de dois anos de prateleira já têm a espuma envelhecida, mesmo que pareçam novos. A adidas não armazena mal, mas a matéria-prima também tem validade indireta. Um tênis novo com três anos de estoque pode ter resposta significativamente pior que um com seis meses.
Para encontrar opções disponíveis, pesquise diretamente nas lojas oficiais da adidas e em marketplaces confiáveis. Evite revendedores informais porque a quantidade de réplicas nessa linha é grande, especialmente nos modelos Adizero. Uma forma simples de checar autenticidade é comparar o código do produto na etiqueta interna com o número impresso na caixa. Se não bater, devolva.