O básico que todo mundo já sabe, mas não faz direito
Ácidos são a coisa mais comum e subutilizada na rotina de tratamento de manchas. A maioria das pessoas escolhe o produto errado, aplica na concentração errada ou mistura com outros ativos sem entender o que está acontecendo. Manchas pós-inflamatórias, melasma, hipercromias solares — cada uma responde de forma diferente, e usar o mesmo ácido para tudo é o motivo pelo qual tantas pessoas desistem depois de três meses.
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Escolhendo o ácido certo para o tipo de mancha no rosto
Antes de falar de protocolos, precisa saber qual mancha você está tratando. Manchas inflamatórias (aquelas que ficam depois de acne) geralmenterespondem bem a ácido azélico de 10 a 20 por cento. É um ácido mais brando, menos irritante, e funciona bloqueando a tirosinase sem agressão significativa. O problema é que exige constância por pelo menos oito semanas para ver resultado visível. Se você quer algo mais rápido e a mancha é solar, ácido glicólico de 5 a 10 por cento em aplicação tópica ou peelings profissionais fazem mais sentido. Ele age esfoliando as camadas mais superficiais da epiderme, acelerando a renovação celular e aclarando a melanina depositada. Para melasma, que é o pesadelo de todo dermatologista, a situação é mais complicada. O melasma não é apenas mancha — é uma condição crônica com componente hormonal e vascular. Ácido kójico, hidroquinona (com prescrição), niacinamida e ácidos suaves combinados são o padrão-ouro. O ácido glicólico puro pode até piorar o melasma em alguns pacientes porque a irritação estimula mais produção de melanina. Já vi isso acontecer na prática com paciente que insistia em fazer peelings agressivos achando que quanto mais forte, mais rápido clearing. O resultado foi exato