Absorvente Para Usar Na Piscina - Que absorvente usar para entrar na piscina? – techarex.net
Que absorvente usar para entrar na piscina? – techarex.net

Como funcionam os absorventes para piscina e quando realmente valem a pena

O absorvente para usar na piscina é basicamente uma meia ou saco feito de material filtrante que se coloca no skimmer ou na entrada do filtro para reter partículas menores que a cesta original consegue segurar. A questão é saber se o custo-benefício compensa o trabalho extra de manutenção. Eu já usei esse tipo de produto em várias instalações residenciais e comerciais ao longo dos anos. A maioria das pessoas instala e esquece, o que é um erro porque o material satura rápido e começa a prejudicar a vazão se não for trocado com frequência.

O que é absorvente para usar na piscina

Existem dois tipos principais no mercado brasileiro. O primeiro é o skimmer sock, uma meia de nylon ou polipropileno que enrola no basket do skimmer. O segundo são os discos ou pastilhas absorventes específicas, que funcionam como pré-filtros descartáveis. Ambos têm a mesma função: capturar óleo, protetor solar, suor e micro-partículas antes que cheguem ao filtro principal. O skimmer sock é mais comum e mais barato, mas exige inspeção semanal nos primeiros meses de uso. Eu vi casos onde o material ficou tão saturado que reduziu a vazão do skimmer em cerca de 40 por cento, forçando a bomba a trabalhar mais e gastando energia sem necessidade. A troca a cada quinze dias resolve isso na maior parte das piscinas residenciais.

Já os discos absorventes, como os vendidos por marcas de tratamento de água, funcionam melhor em piscinas com alto índice de usage ou em aquatimings. Eles absorvem gordura e resíduos orgânicos de forma mais eficaz do que o nylon passivo. O custo por unidade é maior, mas a durabilidade também é maior quando posicionados corretamente na linha de Sucção.

Instalação prática e o que ninguém te conta

A instalação em si leva uns dois minutos. Você desliga a bomba, remove a cesta do skimmer, encaixa o absorvente e recoloca a tampa. O problema real é saber qual posição funciona melhor no seu sistema. Se sua piscina tem apenas um skimmer e a bomba fica desligada durante a noite, o absorvente para usar na piscina fica submerso e parado por muitas horas. Nesse cenário, o material úmido começa a desenvolver biofilme em poucas semanas, e o cheiro ruim aparece antes mesmo de o filtro notar diferença. A solução que eu uso nesse caso é instalar o dispositivo apenas no período de circulação ativa, entre seis e oito horas por dia, e retirar durante a noite. Isso duplica a vida útil do material e evita o acúmulo de bactérias no próprio absorvente.

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Outro ponto importante: não encha dois skimmers com absorvente ao mesmo tempo se a bomba for de cavidade positiva pequena. A perda de carga pode ser suficiente para causar cavitação no impelidor, e o ruído muda drasticamente quando isso acontece. Eu identifiquei isso pela primeira vez numa piscina de quinze metros com bomba de um cavalo e dois skimmers, ambos com socks instalados. O zumbido na tubulação era inconfundível. Coloquei absorvente apenas em um deles e o problema sumiu.

Limitações reais que você precisa considerar

O absorvente não substitui o tratamento químico. Ele é um coadjuvante, nada mais. Se a piscina tem cloro baixo ou pH desregulado, nenhum absorvente vai resolver. Já vi pessoas acreditando que colocar o dispositivo seria suficiente para manter a água cristalina, e no final o filtro de areia entupiu de matéria orgânica porque a desinfecção estava negligenciada. Também não adianta muito em piscinas muito novas com pouca circulação de pessoas. A vantagem real aparece em piscinas com alta carga orgânica: crianças piscando frequentemente, eventos na beira da água, uso diário de protetor solar. Nesses casos, o ganho é perceptível em duas ou três semanas de uso contínuo.

Outro ponto cego: o absorvente para usar na piscina não funciona bem se a vazão estiver abaixo do recomendado pelo fabricante da bomba. Piscinas com variadores de frequência mal calibrados e fluxo reduzido não distribuem a água de forma adequada pelo material filtrante, e grande parte do escoamento simplesmente contorna o dispositivo. Verifique a vazão real com um medidor de fluxo antes de investir em absorventes mais caros.

Quando vale a pena e quando não vale

Vale a pena se você tem piscina residencial com uso frequente, quer reduzir a frequência de limpeza do filtro principal e está disposto a trocar o material a cada duas ou três semanas. O custo mensal adicional fica entre trinta e sessenta reais, dependendo do tamanho da piscina e da qualidade do produto escolhido. Não vale a pena se a piscina é usada esporadicamente, se você já mantém os níveis químicos em perfeitas condições, ou se o sistema de filtração está dimensionado corretamente e a água já apresenta boa claridade. Nesses cenários, o absorvente adiciona custo e manutenção sem ganho perceptível.

Uma alternativa interessante para quem não quer se preocupar com troca manual é o sistema de skimmer automático com substituição programada, mas o investimento inicial é significativamente maior e só compensa em piscinas com mais de cinquenta mil litros ou em instalações comerciais.